O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que busca a reeleição, ainda não se decidiu, mas nesta segunda-feira (9) alguns de seus companheiros, como o vice-governador Orlando Pessuti e o secretário do PMDB no Estado, Luiz Cláudio Romanelli, anunciaram que estarão na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma decisão de apoio oficial do PT à reeleição de Requião ainda está sendo costurada pelas lideranças dos dois partidos.

A única condição colocada pelo PT é a declaração de Requião de que está com Lula. Segundo Romanelli, o partido não vai influenciar na decisão do governador. "O que o PMDB tem feito é promover esse processo de discussão", afirmou. Já a coordenadora da campanha de Lula no Estado, Gleisi Hoffmann, acredita que haverá "desfecho favorável" nos próximos dias. Para o vice de Requião, Orlando Pessuti, PT e PMDB têm uma trajetória comum no Estado. "Com o PT tem sido nossa história", disse.

No PDT, que tem como candidato ao governo o senador Osmar Dias, um apoio chegou de São Paulo, por meio do presidente da Força Sindical e deputado eleito, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). Natural de Porecatu, no norte do Paraná, ele esteve acompanhado por dezenas de sindicalistas paranaenses. "Este Estado tem que ter um governador à sua altura", declarou. Também foi muito comemorado o anúncio de engajamento na campanha do deputado federal eleito Ratinho Júnior (PPS-PR).

Na sua primeira legislatura federal, o filho do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, conseguiu 205.286 votos. Seu apoio vinha sendo pretendido também por Requião, mas Ratinho disse ser favorável à alternância de poder. Como o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), o deputado eleito afirmou que será um "soldado" na campanha. "Estou entrando de cabeça, corpo e alma nesta campanha, colocando toda a nossa estrutura à disposição e convocando nossas lideranças", disse.