Os proprietários das fazendas que tiveram o gado sacrificado por suspeita de febre aftosa receberam com alívio os resultados dos testes de sorologia, que deram negativo. Eles são unânimes em afirmar que tinham certeza da ausência da doença no Paraná. Os pecuaristas só concordaram com o sacrifício para acelerar o processo de liberação das exportações de carne bovina. O Ministério da Agricultura deve autorizar nos próximos dias a entrada de animais em cinco das sete fazendas que foram interditadas.

O resultado negativo dos testes de sorologia foi antecipado informalmente nesta segunda-feira (19) pelo secretário da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Maciel. Ele comunicou ao chefe do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Felisberto Baptista, que os exames nos animais-sentinela das fazendas Cesumar e Pedra Preta, em Maringá, e das fazendas Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso, e Santa Isabel, em Grandes Rios, deram negativo. Nas outras duas fazendas, localizadas em São Sebastião da Amoreira e Loanda, os procedimentos para a liberação ainda não foram concluídos.

Alexandre Turquino, proprietário da fazenda Flor do Café, de Bela Vista do Paraíso, não se surpreendeu com a informação de que os testes de sorologia deram negativo. Ele disse que tinha certeza de que os exames nos animais-sentinela dariam negativo. ?Mas tínhamos que desengessar o Estado e por isso concordamos com o sacrifício?, afirmou. Turquino disse que assim que receber a liberação pelo Ministério da Agricultura vai repor os 83 animais da fazenda que foram sacrificados.

Outro pecuarista que recebeu com alívio a informação foi Francisco Didier, da Fazenda Pedra Preta, de Maringá. Segundo ele, os testes negativos confirmaram o que ele já sabia: nunca houve febre aftosa na sua propriedade nem na região. ?O resultado só veio comprovar que nós, pecuaristas, falávamos a verdade. Só concordamos com os sacrifícios dos animais pelo bem do Paraná?, afirmou. Didier destacou que sempre vacinou pessoalmente seus bois. Na Fazenda Pedra Preta foram sacrificados 234 animais.

A gerente da Fazenda Cesumar, Iraclésia Araújo, também disse que sempre teve certeza de que os exames nos animais-sentinela dariam negativo, pois nunca percebeu a manifestação da doença na propriedade. Segundo ela, a Cesumar colaborou integralmente com a Secretaria da Agricultura e com o Ministério da Agricultura. ?Temos o compromisso social com a comunidade de levar a sério todos os procedimentos aqui realizados?, afirmou. Na Fazenda da Cesumar foram sacrificados 143 animais.