O candidato à Presidência da República pelo PDT, Cristovam Buarque, disse hoje, em entrevista ao programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que se houver segundo turno para a presidência da República, o seu partido é quem vai escolher quem vai apoiar. "Ou um ou outro, ou nenhum, embora eu não goste de nenhum. Porque um ou outro? Antes havia esquerda e direita. Então a gente sabia que estava com a esquerda. Mas hoje são tão iguais as propostas. Nem Lula é de esquerda, nem Alckmin é de direita. Eu acho que a gente vai poder optar por qualquer um dos dois", disse Buarque.
O candidato esclareceu também que não reclamou do seu partido em relação a participação na campanha eleitoral. "Eu disse que não consegui entusiasmá-los para a campanha. Em parte, talvez, por falha minha, mas sobretudo pela necessidade de cada deputado do PDT se elegerem nos seus estados. E aí, às vezes, eles preferem alianças com presidentes que estão melhores nas pesquisas, e terminam deixando a candidatura do PDT de lado. Não reclamei deles, basicamente. Eu apenas fiz uma análise. Parte da culpa, provavelmente é minha", afirmou. Cristovam reconheceu porém, que é muito difícil substituir Leonel Brizola, nas disputas à presidência da República. "Leonel Brizola era uma empolgação total. E chego eu, com discurso inclusive não exatamente igual. Natural que haja esse certo afastamento".


