O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse nesta segunda-feira (9) à Agência Estado que o candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência, Geraldo Alckmin, comprometeu-se a enviar entre hoje e amanhã uma carta na qual assume o compromisso de cumprir as exigências dos pedetistas para receber apoio do partido no segundo turno da campanha presidencial. "Aguardamos dos tucanos a resposta a esse compromisso público. Enquanto isso não acontecer, não temos como formalizar nosso apoio. Ainda não recebemos nada, mas o PSDB ficou de enviar uma resposta entre hoje e amanhã", afirmou.

Ainda que Alckmin assine o termo de compromisso nas próximas horas, Lupi esclareceu que o partido só formalizará o apoio na próxima segunda-feira, depois de encontro do Diretório Nacional, no Rio de Janeiro. "Até a reunião do dia 16, podemos apenas apresentar indicativos de apoio", declarou.

Entre as condicionantes para o apoio, o PDT exige do candidato compromissos como a "aceitação plena do papel legislativo e fiscalizador do Congresso, sem mecanismo de cooptação do tipo mensalão, nem de usurpação com excesso de medidas provisórias"; o "tratamento de corrupção como crime hediondo"; e a "transformação do MEC em ministério da educação básica com a responsabilidade de executar plano nacional de implantação do horário integral, conforme projeto criado por Leonel Brizola no Rio de Janeiro, em todas as escolas do Brasil no prazo máximo de 15 anos".

O partido também pede a "criação imediata dentro do novo MEC de uma secretaria para a erradicação do analfabetismo, no prazo de 4 anos"; a adoção de "um piso salarial nacional para os professores da rede pública de ensino"; e a "garantia dos direitos dos trabalhadores contidos na Constituição e na Consolidação das Leis de Trabalho". O PDT cobra ainda o fim das privatizações e a manutenção do controle estatal da Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica, entre outras medidas.