PCC prepara novos panfletos com reivindicações

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) está preparando uma nova carta para ser distribuída como panfleto em São Paulo. O objetivo da facção criminosa é tentar sensibilizar a população para suas reivindicações, como o fim do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde os líderes do bando estão isolados. Os bandidos querem entregar o documento para a imprensa, sindicatos e pedestres nas ruas.

O planejamento dessa ação de propaganda do PCC foi detectado ontem pela inteligência da polícia, quando uma ordem da cúpula da facção foi interceptada. Em agosto, a organização fez uma grande distribuição de panfletos na cidade de São Paulo. Cinco pessoas foram detidas com o material. Elas contaram que haviam sido contratadas para entregar os panfletos nas estações do metrô e nas portas de casas.

A inteligência da polícia também detectou diversas ameaças de novos ataques no Estado para o feriado de 12 de outubro, mas nenhuma foi confirmada como uma estratégia concreta e definitiva. Os investigadores descobriram a preparação de um plano de rebeliões em presídios do Estado.

Como prevenção a essas possíveis ações do PCC, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) decidiu transferir 20 novos líderes da facção criminosa de diversos presídios do estado para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está isolada a maior parte dos chefes da facção.

A transferência foi decidida por causa de uma apuração feita pelo serviço de inteligência da SAP. No caso da nova megarrebelião, os bandidos estariam planejando executá-la na semana que antecede as eleições. A informação foi repassada à Secretaria da Segurança Pública, e deflagrou uma série de ações, como apreensões de celulares nas prisões, além da remoção dos presos.

A ameaça foi descoberta por meio de escutas de conversas telefônicas entre detentos de unidades do oeste de São Paulo, região onde os motins teriam início. Anteontem, a Polícia Civil desmontou uma central telefônica na periferia de São José do Rio Preto, com a qual os presos conseguiam fazer teleconferências.

A secretaria também faz blitze em unidades prisionais controladas pelo PCC, remove detentos considerados suspeitos e, anteontem, apreendeu bolsas de maconha e estiletes.

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