PCC mandou matar ‘um agente por dia’, relata carcereiro

Um agente penitenciário que participou do remanejamento de presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no oeste do Estado, disse nesta quarta-feira (7) que a determinação dada pelos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) incluía a morte de funcionários do sistema prisional. "A ordem é para matar um agente por dia." Na condição de não ser identificado, ele contou que os presos fizeram ameaças contra as famílias dos servidores. O diretor do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Ivan Vicentini, confirmou que os agentes estão sofrendo ameaças de morte. "Eles vivem com isso."

"Eles falaram que sabem tudo da casa da gente e deram detalhes. É assustador." O agente afirmou que o clima dentro do presídio é de muita hostilidade. "Olham para a gente com sede de morte." Ele disse também que o "salve" (ordem de realizar os ataques) para São Paulo partiu dos líderes que foram transferidos nesta quarta-feira: Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, Fabiano Alves de Souza, o Paca, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loca. Eles estavam com celulares. Para Vicentini, os detectores de metais usados nos presídios não impedem a entrada de celulares. "São peças de museu.

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