Paulo Medina pode ter beneficiado banco em processo

Escutas telefônicas captadas pela Polícia Federal na Operação Hurricane mostram que o advogado Virgílio Medina teria influenciado outra decisão do irmão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina. O caso envolveu um grande banco, que era processado por uma cliente. Medina foi o relator do caso.

O banco era defendido pelo escritório de advocacia Gueiros, Pitta Lima e Ferreira. A PF investiga se Virgílio era sócio oculto ou mantinha outro tipo de relação com esse escritório, que usava para reuniões em Brasília, e aponta que parte da negociação da liminar que liberou máquinas caça-níqueis foi feita por ele no mesmo local. A polícia também apreendeu, no escritório do advogado no Rio de Janeiro, um envelope com o processo do banco, que teria sido enviado pelo Gueiros, Pitta Lima e Ferreira. O advogado do irmão do ministro, Renato Tonini, diz que não há nenhum vínculo.

Relatório da investigação aponta que o ministro e Virgílio teriam se reunido com os advogados do banco, fato que o advogado de Medina, Antônio Carlos de Castro, nega. Em uma das conversas interceptadas, em 4 de dezembro, Virgílio avisa a Alexandre Pitta, do escritório de advocacia, que está chegando a Brasília. Em consulta ao sistema do STJ, a PF constatou que Medina deu parecer favorável ao banco no processo.

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