Segundo Patrus Ananias, o neoliberalismo deixa uma dívida ética, pois, além das injustiças, há também os valores relacionados ao individualismo, à competição levada às últimas consequências – o darwnismo social – bem como a prevalência do econômico sobre as questões políticas, sociais e éticas, além da fragmentação desses valores. Isso “contribui para a situação que estamos vivendo, mas temos o desafio de enfrentar e resolver”, acrescentou.
Entre as metas do Ministério do Desenvolvimento Social, Patrus citou a consolidação do Bolsa Família, atingindo os objetivos fixados pelo presidente Lula, e sua integração a outros programas existentes, como os benefícios de prestação continuada a mais de 2 milhões de idosos e portadores de deficiência que recebem um salário mínimo. Citou ainda o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, com assistência às famílias, e a política de segurança alimentar, com a construção de restaurantes populares em parceria com as prefeituras.
Além do ministro, participaram do Diálogo Brasil a coordenadora geral da Ação da Cidadania em São Paulo e da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), Nadja Alves Faraone, e o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri.
Patrus Ananias disse que quem precisar ingressar no Bolsa Família e encontrar dificuldades pode procurar diretamente o ministério que será atendido. Ele defendeu o programa, ressaltando seu caráter de distribuição de renda e não só de assistencialismo, como ocorria com outras iniciativas até agora.
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