Técnico da seleção da África do Sul, o brasileiro Carlos Alberto Parreira está a um passo, mais precisamente a dois dias, de bater um recorde no mundo do futebol. A partir do momento em que a bola começar a rolar na partida entre os anfitriões e o México, Parreira passa a ser o técnico com mais participações em Copas, superando o sérvio-mexicano Bora Milutinovic, que já esteve em cinco torneios.

Parreira, como bem se sabe, esteve à frente da seleção verde-amarela em 1994, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato. Também esteve nas fases finais com Kuwait (Espanha-1982), Emirados Árabes Unidos (Itália-1990), Arábia Saudita (França-1998) e novamente com o Brasil na Alemanha-2006, com derrota diante da França nas quartas.

O brasileiro também foi preparador físico de Zagallo no México-1970, quando o Brasil conquistou o tricampeonato com Pelé, Jairzinho, Gérson, Tostão e Rivelino.

Também até agora com presença em cinco mundiais, Milutinovic esteve à frente das seleções de México (México-1986), Costa Rica (Itália-1990), Estados Unidos (Estados Unidos-1994), Nigéria (França-1998) e China (Coreia do Sul/Japão-2002). Levou os quatro primeiros países pelo menos até a segunda rodada, aonde não conseguiu chegar, no entanto, com os asiáticos.

Parreira anunciou, depois de assumir os Bafana Bafana, que esta será a última Copa do Mundo dele, o que o deixa, automaticamente, fora do Mundial que o país onde nasceu vai organizar em 2014. “Tenho 67 anos e em 2014 vou estar com 71. É hora de me aposentar e cuidar dos meus netos”, declarou o técnico.

Para o carioca é importante ganhar a primeira partida e se livrar da sina de não passar da fase inicial, o que obviamente só conseguiu fazer com a seleção brasileira.

“Temos que nos preparar para ser a grande surpresa do Mundial. Se vencermos o México na partida inaugural, tudo é possível”, declarou.

O que o técnico brasileiro sempre quis fazer é introduzir na seleção sul-africana o nível do futebol brasileiro. “O que nos falta é a condição física de equipes africanas como Nigéria e Senegal. Por isso, apostamos na técnica, na posse de bola e na organização”, diz.

O objetivo é conseguir com a África do Sul o mesmo que fez com Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita: passar da fase inicial.

“Muita gente diz que não conseguiremos, mas não temos que ficar presos à opinião dos outros. O importante é nos concentramos em nossa prioridade, que é passar da primeira fase. Acho que conseguiremos”, diz o brasileiro.

Parreira defende a ideia de que a confiança em si mesmo é imprescindível para isso: “Eu sei que não vai ser fácil passar da primeira fase, mas temos que fazer bonito na Copa, para o que temos que mudar nossa mentalidade e acreditar em nós mesmos”, concluiu.