Os parentes das vítimas do acidente do Vôo 1907 terão acesso a 2 mil toneladas de bagagens dos passageiros a partir da próxima segunda-feira. O anúncio, feito nesta sexta-feira (12) pelo promotor Diaulas Costa Ribeiro, do Ministério Público do DF e Tocantins (MPDFT), responsável pelo processo de devolução das malas: "As famílias devem manifestar, por e-mail, o interesse de receber ou não os objetos, que estão guardados num galpão do Aeroporto de Brasília", disse Diaulas Ribeiro. O e-mail: informegol@mpdft.gov.br. O acidente, entre o Boeing da Gol e o jato Legacy ocorreu no dia 26 de setembro do ano passado.

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"O que não for reclamado em 90 dias será doado para instituições de caridade, se houver alguma utilidade", disse Costa Ribeiro. A devolução das duas mil toneladas de pertences dos 154 passageiros do Vôo 1907 tende a se transformar em conflito. É que a maior parte das bagagens recuperadas – sapatos, roupas, malas, livros, documentos e até um aparelho celular – estão praticamente destruídas, inutilizadas ou deterioradas. Alguns dos objetos tiveram de ser incinerados. Antes, porém, foram fotografados e as famílias podem requerer estas imagens.

A devolução, dos objetos ou das cinzas, segundo o promotor, tem caráter "sentimental" e poderá ser feita pelos Correios. Para os parentes das vítimas, e 108 dias após o acidente, a questão é mais profunda: as duas mil toneladas representam cerca de um terço dos bens dos passageiros mortos, e não contém bens comerciais, como dinheiro e jóias. Há conflitos entre o anúncio do promotor e os acordos feitos entre os parentes das vítimas e a Gol, segundo representante da Associação das Famílias das Vítimas.

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