O Zoológico Municipal de Curitiba ganhou três novos habitantes ilustres, com o nascimento de um tamanduá-bandeira, um macaco monocarvoeiro e uma ararajuba. Todos fazem parte da Lista Brasileira de Animais Ameaçados de Extinção.

Dos três filhotes, o tamanduá-bandeira é o único que precisou de cuidados especiais. Ele nasceu no final de dezembro passado, mas por precaução os veterinários e biólogos decidiram pela alimentação através de mamadeira. “Caso tivesse ficado com a mãe, a chance de sobrevivência dele seria muito baixa”, explica o veterinário Manoel Lucas Javorouski.

Os técnicos do zoológico calculam que esta seja a quinta cria do casal de tamanduás. Nos outros nascimentos, os filhotes que estavam com a mãe acabaram morrendo. “Dessa vez optamos por criar o filhote separado”, conta o veterinário.

Esta é a primeira vez que os veterinários do zoológico criam um filhote de tamanduá-bandeira separado da mãe. Embora não possam afirmar categoricamente que o animal esteja fora de risco, o bebê-tamanduá está se desenvolvendo bem. Ele nasceu com 1,750 quilo, e agora pesa 3,315 quilos.

No Passeio Público, para onde foi levado, o tamanduá é alimentado duas vezes ao dia. Pela mamadeira, ele recebe ração especial, gema de ovo, iogurte e carne moída e leite. Próximo a ele, é deixado um pote com alimento para estimular o animal a se alimentar sozinho.

Monocarvoeiro

Outro nascimento foi o do macaco monocarvoeiro. Ele nasceu em janeiro no Passeio Público. Para os técnicos, isso confirma o que eles já sabiam. “No Brasil, o zoológico que tem maior sucesso na reprodução dessa espécie é o de Curitiba”, declara Maria Lúcia Faria Gomes, bióloga do zoológico.

Esta é a quarta reprodução de monocarvoeiro desde 1996, quando chegaram ao Passeio cinco indivíduos da espécie apreendidos pelo Ibama no litoral do Paraná.

O outro animal que nasceu no Passeio Público é uma ararajuba, ave endêmica da Amazônia brasileira. Ela ainda não está em exposição. Tanto a ararajuba como o monocarvoeiro são criados pelos pais.