Retomando os estudos!

Volta às aulas no Paraná: como facilitar a adaptação das crianças à escola?

Foto: Divulgação/Assessoria.

Com o início da volta às aulas marcado para esta terça-feira (3/2) na rede estadual do Paraná, a rotina de famílias volta a ser atravessada por um desafio comum: como ajudar crianças pequenas a lidar com a separação, a nova rotina e a construção dos primeiros vínculos fora de casa? 

O início da educação formal representa uma mudança significativa tanto para as crianças quanto para suas famílias. Novos espaços, adultos de referência diferentes, convivência em grupo e a separação do ambiente familiar exigem um processo cuidadoso de adaptação. Esse período influencia diretamente o bem-estar emocional e a forma como a criança constrói seu vínculo com a escola.

A coordenadora pedagógica da Educação Infantil e 1º Ano do Colégio Marista Paranaense, Aline Cabrera Paraiso, explica que a adaptação ocorre por etapas, mas não de forma automática. Crianças que se sentem seguras tendem a explorar o ambiente com mais confiança, desenvolver relações positivas e demonstrar maior interesse pelas experiências pedagógicas propostas no início do ano letivo.

Segundo a coordenadora, é fundamental olhar para a criança de maneira sensível nesse momento de transição. “Observar como ela chega a esse novo espaço, suas primeiras impressões e sentimentos, e demonstrar o quanto é importante aquilo que ela sente diante do novo faz toda a diferença no processo de adaptação”, afirma Aline.

Ela explica que o acolhimento pode acontecer por meio de gestos simples, mas cheios de significado no cotidiano. “Um abraço, colo, cantar uma música ou palavras de carinho são estratégias que ajudam a transmitir segurança e confiança para a criança nesse início”, destaca Aline. 

Outro aspecto apontado é o respeito ao ritmo individual de cada criança. “Cada uma possui um perfil e uma história de vida escolar próprios, além de vínculos e necessidades emocionais singulares. Por isso, estabelecer combinados com a escola para que o tempo de permanência seja gradativo e permitir o uso de objetos afetivos contribui para uma adaptação mais tranquila”, pontua. 

A antecipação do que está por vir também é destacada por Aline como uma aliada importante nesse processo. “Quando a criança sabe para onde irá, o que encontrará e como será sua rotina, isso proporciona previsibilidade e favorece sua preparação emocional, mesmo que ela ainda não consiga nomear o que está sentindo”, completa.

Confira, na íntegra, o bate-papo com as dicas:

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