O verão se aproxima e a preocupação com a dengue se torna cada vez maior entre as autoridades de saúde e a população. Porém, apesar das campanhas de combate ao mosquito transmissor da enfermidade, o Aedes aegypti, é possível encontrar, em Curitiba, locais propícios de serem criadouros do mosquito.
Há pouco mais de um mês, no dia 5 de novembro, O Estado mostrou uma área de risco localizada na Rua Ângelo Sampaio, no Bigorrilho. No local existe uma obra abandonada com grande acúmulo de lixo e água parada.
A prefeitura tomou conhecimento do problema e chegou a notificar o proprietário do terreno. Porém, a situação continua sem solução. “Nesse último mês, nada foi feito. A prefeitura não veio sequer olhar a situação. No subsolo da obra tem um metro e meio de água parada”, diz o designer Alexandre Utrabo, que mora em um condomínio vizinho ao terreno.
O comerciante João Roncaglio mora em uma casa também vizinha à obra. Ele conta que a dengue é uma preocupação constante. “Percebo a presença de mosquitos, principalmente nos dias de muito calor. Já reclamei diversas vezes à prefeitura, mas nada é feito para dar uma solução definitiva ao problema”, comenta.
Segundo a prefeitura de Curitiba, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) encaminhou uma determinação ao proprietário do terreno para que seja feita limpeza do local. Caso isso não ocorra, será pedida a demolição da obra inacabada.
Até o dia 30 de outubro, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), havia, no Paraná, 9.048 casos suspeitos de dengue e 842 casos confirmados, sendo 728 autóctones e 114 importados. Recentemente, o órgão divulgou o Levantamento Rápido de Índice de Infestação de Aedes Aegypti no Paraná, realizado em 20 municípios.
Destes, um apresentou risco eminente (Paiçandu, no noroeste), onze estão em alerta, cinco têm índices satisfatórios e três não informaram dados necessários à conclusão do levantamento.