Há pouco mais de dois anos, a comerciante Sandra Maria Vacilio, dona de um pequeno mercado na Rua Jussara, no Sítio Cercado, se viu obrigada a colocar grades na porta do seu estabelecimento. Após quatro assaltos à mão armada em menos de quatro anos, ela tomou a decisão de se trancar dentro do mercadinho para ter mais segurança e garantir o sustento da família. “Não tinha mais o que fazer. Meu marido trabalha fora e eu fico sozinha o dia inteiro aqui no mercado. Apesar de ser feio e até afugentar alguns clientes, fui obrigado a colocar essas grades. É mais seguro”, conta.

A comerciante relata que outros estabelecimentos da região também são assaltados, normalmente por menores de idade. “É mercado grande, mercado pequeno, padaria, eles não têm medo de nada. E a polícia não pode fazer nada, pois logo os bandidos são soltos”, afirma.

Vizinha do pequeno mercado, a aposentada Esmene Luiza de Araújo, que mora no Sítio Cercado há dezesseis anos, também já sofreu com a violência no bairro. Há pouco menos de um ano, sua casa foi invadida por bandidos, que entraram pelo telhado e levaram todos os objetos de valor da aposentada. “O pior não foi levarem televisão, som, bicicleta. O pior foi roubarem todos os meus discos do Roberto Carlos. Isso que mais me doeu. Até mandei uma carta pra ele, explicando o ocorrido, mas até hoje nunca me respondeu”, lamenta.

Agressão

Ainda na Rua Jussara, próximo ao trilho de trem que corta o bairro, a aposentada Raquel Venâncio da Silva já foi assaltada duas vezes e em uma delas foi agredida pelos bandidos. “Eles vieram com uma moto, me fecharam no meio da rua e deram uma coronhada na cabeça. Quando caí, meteram a mão na minha bolsa e levaram meu dinheiro da aposentadoria”, diz.

Perigoso

Gerson Klaina

O entroncamento das ruas Nova Esperança, Otávio Afonso da Silva e Jussara preocupa moradores do Sítio Cercado. Há pouca sinalização e com o movimento de carros e ônibus, os pedestres correm perigo na travessia. “Só tem uma placa de pare, destruída, e um ’Pare’ pintado na rua, praticamente apagado. Ninguém sabe o que fazer e os acidentes acontecem”, diz a dona de casa Maria Inês Ferreira.

Gerson Klaina

Muvuca

Som alto e bebidas causam dor de cabeça aos frequentadores da Praça da Colonização Menonita, no Boqueirão, nos finais de semana. “De manhã é só lixo e garrafas pra todo lado”, lamenta a dona de um bar em frente à praça, Apolonia Cerniaj, 77.

Proibido parar

Os comerciantes do entorno da praça reclamam ainda do horário permitido para estacionamento de veículos nas ruas, que prejudica o movimento. “Antes era permitido das 14h às 20h, o que era bom. Mas agora não, é só a partir das 16 h”, diz um empresário.

Gerson Klaina

Mais praças

A dona de casa Isabel Cristina Macanha, 53, espera pela instalação de uma praça. “Seria ótimo, ainda mais com os aparelhos para ginástica”, diz ela, que caminha dois quilômetros até a Pra&ccedil,;a Menonita.