Colisões e atropelamentos fazem parte da rotina diária de quem mora nas proximidades da via rápida que vai do centro de Curitiba em sentido ao bairro Santa Cândida. A população se queixa que, apesar da existência de redutores de velocidade ao longo das pistas, os motoristas não respeitam a sinalização e os limites impostos.

Segundo a proprietária de um salão de beleza localizado na rápida, Dulciliane Aparecida Falavinha, os acidentes ocorrem principalmente nos cruzamentos das ruas que cortam a via rápida. “É muito difícil tanto para os carros quanto para os pedestres conseguirem atravessar a rápida, pois o fluxo de veículos é sempre intenso”, revela. “Pessoas idosas e crianças geralmente são as que mais sofrem com a situação.”

A dona de casa Maria Martinez Lustosa mora na esquina da rápida com a Rua Aviador Vicente Wolski. O muro de sua casa já foi atingido por veículos em alta velocidade duas vezes nos últimos meses. “Uma vez, o carro simplesmente bateu no muro de minha residência. Em outra, chegou a atravessá-lo”, conta. “Tive muitos prejuízos financeiros, mas o que mais me preocupa é a integridade física de minha família. Nas duas vezes, os acidentes me deixaram bastante assustada.”

A gerente financeira Ana Maria Cabeças Bassfeld trabalha no Colégio Nossa Senhora do Rosário, localizado a uma quadra da via. Ela informa que tanto os alunos quanto seus pais reclamam das dificuldades para atravessar e da velocidade que os carros desenvolvem nos trechos em que não existem radares. “Graças a Deus, nunca nenhum estudante nosso se machucou, mas a travessia da via é uma preocupação constante.”

Na opinião de Ana Maria, deveriam ser instalados novos semáforos e radares, principalmente nas proximidades dos cruzamentos. “Algo deve ser feito antes que acidentes mais graves venham a acontecer. Já solicitamos ajuda à Prefeitura e à Diretran, mas não tivemos nossos pedidos atendidos.”

Diretran

A gerente de engenharia de trânsito da Diretran, Rosângela Batistela, diz que, para tranqüilizar os moradores, dois novos radares vão ser instalados na rápida ainda nesta semana. Um deles será colocado nas proximidades da Rua Aviador Vicente Wolski, que de acordo com a moradora Dulciliane é um dos locais mais críticos. No total, a via tem sete redutores de velocidade.