Foto: Lucimar do Carmo

Muita mercadoria ficou retida na Receita. Fiscais começam a abrir os volumes a partir de hoje.

Produtos comprados pela internet ou em outros países, e enviados pelos Correios foram alvo de fiscalização da Receita Federal (RF) ontem, em 28 cidades brasileiras. Durante a operação, batizada de Leão Expresso 3, os agentes fiscais retiveram encomendas com indícios de irregularidades. Os primeiros resultados divulgados pela Receita indicavam que já tinham sido apreendidos

R$ 745.896 em mercadorias em todo o País, num total de 1.615 itens, além de 1 kg de cocaína. Em um centro de distribuição de São Paulo os agentes encontraram a droga em quatro encomendas. A cocaína estava escondida na moldura de um quadro, num filtro de água, em fitas impressoras e dentro de canetas.

No Paraná e em Santa Catarina, foram apreendidas mercadorias no valor de R$ 130,8 mil, o que corresponde a 420 volumes. Em Curitiba, a apreensão alcançou aproximadamente R$ 80 mil, cerca de 250 volumes.

Foto: Anderson Tozato

Cães farejadores foram usados durante a operação em Curitiba.

De acordo com o chefe substituto da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da RF, Paulo Roberto Ubialli Bezerra, de 80 a 90% das apreensões em Curitiba foram produtos eletrônicos e de informática, além de perfumes e celulares. Cargas com suspeita de droga também foram verificadas pela Receita, com o auxílio de cães farejadores da Polícia Militar. Além da capital, no Paraná a operação ocorreu nas cidades de Londrina e Cascavel.

A procedência das mercadorias – postadas próximas à região de fronteira – foi um dos critérios para a escolha das cidades, segundo Bezerra. ?Com o equipamento de raio-X já tínhamos uma boa noção da natureza dessas mercadorias?, explicou.

Bezerra acrescentou que além da falta de notas fiscais de compra, são encontrados casos de mercadorias com notas falsificadas ou clonadas, e até produtos sem remetente. Das apreensões, apenas 10% conseguem provar a legalidade da encomenda.

Segundo o auditor fiscal da Receita Federal, Edivaldo Paiva Lima, grande parte dos volumes retidos em Curitiba veio de Foz do Iguaçu e Cascavel. ?São produtos que passam por aqui com destino a outras cidades?, comentou. De acordo com o fiscal, todos os volumes retidos serão abertos a partir de hoje. Os remetentes serão localizados e terão um prazo de 20 dias para comprovar a legalidade dos produtos. Se forem constatadas irregularidades, eles perdem a mercadoria e podem responder por contrabando e descaminho.