Foto: Lucimar do Carmo

Rafael Clabonde: procurando apoio.

Integrantes da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPEs) – que ao longo das últimas semanas realizaram uma série de manifestações pelas ruas de Curitiba em prol do passe livre – anunciaram ontem que vão solicitar uma audiência pública com o prefeito Beto Richa para discutir a questão. Para isso, devem realizar uma nova passeata no dia 15 de maio.

?Vamos caminhar da Praça Santos Andrade até a Prefeitura, onde uma comissão de estudantes irá tentar marcar a audiência. Até 15 de maio, teremos tempo hábil para debater a questão do passe livre e conseguir que mais pessoas apoiem nosso movimento?, disse o presidente da UPEs, Rafael Clabonde.

Esta semana, os estudantes também estão iniciando a divulgação de uma carta aberta voltada aos trabalhadores e usuários do transporte coletivo. O documento contém onze tópicos, através dos quais os jovens alegam que a tarifa de ônibus da capital é uma das mais caras do país, que o sistema de transporte coletivo de Curitiba já não atende mais a demanda da população e que a prefeitura poderia fornecer o passe livre aos estudantes sem elevar o preço da passagem para os demais usuários. ?As manifestações pelo passe livre não deveriam ser encaradas como um transtorno pela Urbs. O passe é sinônimo de investimento em educação e cultura. Garante o acesso e a permanência dos estudantes na escola?, afirmou o secretário-geral da Upes, Diego Adancheski.

Guarda

A Guarda Municipal de Curitiba ainda não concluiu o relatório da sindicância sobre o conflito ocorrido entre estudantes e integrantes da entidade no último dia 2 na estação-tubo central. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a previsão é de que o documento fique pronto apenas na próxima semana, pois a maioria das pessoas convocadas para depor sobre o caso não compareceram.

A alegação de não comparecimento de testemunhas é questionada pela UPEs. ?Me surpreende a Guarda Municipal falar isso, pois não fomos convocados para depor?, declarou Rafael.