Universidades federais podem entrar em greve

O Sindicato dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Sindutf-PR) avaliou ontem, em assembléia, as últimas negociações da categoria com o governo federal sobre reajuste salarial. A data-limite para um acordo entre as partes é dia 23. Se a proposta for recusada, os professores de instituições federais de ensino podem entrar em greve. Um dos principais problemas é quanto à diferenciação salarial.

Reuniões semanais estão acontecendo entre o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e representantes do Ministério do Planejamento. Até agora, o governo não apresentou uma contraproposta à pauta de reivindicações dos docentes, que contesta o Projeto de Lei Complementar (PLP) 01/2007 e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), além de exigir reajuste salarial. A próxima reunião acontece na quinta-feira.

De acordo com a presidente do Sindutf-PR, Nanci Stancki Silva, é difícil falar em um porcentual específico de reajuste. ?Há valores diferentes dentro da carreira, mas a média de perdas é acima de 100%, com reposição da inflação desde 1995?, afirmou. O Andes-SN apresentou uma tabela para negociar a malha salarial dos professores, a qual o governo havia dito que teria um impacto muito grande nos cofres públicos. No início do mês, o governo voltou atrás, assumindo que o impacto orçamentário seria de 30% a 40% menor do que o calculado.

O Reuni, que prevê ampliação das vagas das universidades, também é questionado pelos professores. ?De nada adianta ampliar se não houver mais recursos e contratação de novos profissionais?, apontou Nanci. Em relação ao PLP 01/2007, o receio é que, se aprovado, pode limitar gastos com o funcionalismo público, o que, para Nanci, vai de encontro à política de expansão da universidade, como na UTFPR, que abriu novos campi recentemente.

Greve

A possibilidade de greve depende do posicionamento dos professores em assembléias pelo País, após o dia 23. ?A UTFPR não sai em greve sozinha, é uma paralisação nacional e vamos esperar a decisão de outras instituições?, disse Nanci. Uma reivindicação específica da UTFPR diz respeito à diferença salarial. ?Temos, aqui, professores de primeiro e segundo grau dando aula no ensino superior, ou seja, ganhando menos para fazer o mesmo trabalho. Por isso, defendemos a isonomia de salários?, explicou.

UFPR

A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apuf-PR) também deve discutir a possível greve com os professores, mas aguarda uma posição do movimento nacional para uma  mobilização.

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