Agora é a vez dos alunos das universidades estaduais se preocuparem com uma possível greve. Em quatro das cinco instituições não haverá aula hoje. Os professores e técnicos vão cruzar os braços como forma de alerta ao governo estadual.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), Fátima Vilas Boas, o governo tem se recusado a continuar as negociações para reajuste salarial. Os professores querem a reposição das perdas salariais acumuladas desde 1997, o que daria 62%.

Fátima explica que as negociações começaram em fevereiro de 2003 e se encerraram em março deste ano. As propostas apresentadas pela categoria foram recusadas três vezes e nenhuma política de reajuste foi apresentada. “O governo afirmou que o ensino superior não é prioridade”, dispara. Ela explica que se situação continuar nesse patamar, em breve pode ser deflagrada uma greve geral. Outra paralisação de alerta está marcada para 31 de maio.

Além do reajuste de 62%, que não considera a perda de poder aquisitivo deste ano, eles também exigem a realização de concurso. Só na Unioeste há 139 vagas. Eles são contra o teste seletivo que o Estado está realizando, que terá validade entre um e dois anos e vai contratar apenas 74 docentes. Para Fátima, o governo está sucateando o ensino superior: “Este ano foi investido R$ 3 milhões a menos do que o ano passado”, afirma.

Adesão

Vão fechar as portas hoje, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Apenas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) não haverá paralisação. A reportagem de O Estado tentou conversar com o secretário de Estado do Ensino Superior, Aldair Rizzi, mas ele estava em viagem ao Canadá, acompanhando o governador Roberto Requião.