A Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciou uma reformulação completa em seu processo seletivo para 2026. A partir deste ano, os candidatos enfrentarão uma prova em fase única com 80 questões objetivas, cada uma com quatro alternativas, e duas questões discursivas. A novidade inclui também uma redução na taxa de inscrição, que passou de R$ 195,00 para R$ 180,00.

continua após a publicidade

O anúncio foi feito nesta terça-feira (27/01) durante entrevista coletiva que contou com a presença do reitor da UFPR, professor Marcos Sunye; da pró-reitora de Graduação e Educação Profissional, professora Andrea Caldas; e da diretora interina do Núcleo de Concursos, Patrícia Andreatta, que também coordena o Grupo de Elaboração de Provas.

A prova, que antes tinha 90 questões, foi reformulada para 80 questões com quatro alternativas. A distribuição ficou definida da seguinte forma: oito questões para cada uma das disciplinas de Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia; sete questões de Língua Estrangeira Moderna; dez questões de Língua Portuguesa; e cinco questões cada para Literatura Brasileira, Filosofia e Sociologia.

Além da parte objetiva, os candidatos deverão responder a duas questões discursivas: uma longa, de até 15 linhas, e uma curta, de até 5 linhas. As provas discursivas específicas por curso não serão mais aplicadas, mas os cursos que tradicionalmente exigiam essas provas poderão atribuir peso maior às questões objetivas das disciplinas relacionadas. A única exceção será o curso de Música, que manterá sua prova de habilidades específicas em uma segunda etapa.

continua após a publicidade

Com duração de 5h30, a prova será aplicada em 15 de novembro, a partir das 14 horas. As inscrições devem começar em maio e seguir até julho, com calendário ainda a ser definido.

Uma das principais novidades é a realização de um simulado oficial, previsto para 31 de maio, das 14h às 19h30. Serão disponibilizadas 2 mil vagas, distribuídas entre Curitiba (1.600), Toledo (100), Palotina (76), Jandaia (74) e Litoral (150, sendo 50 em cada um dos municípios de Matinhos, Paranaguá e Pontal). Em todos os campi, metade das inscrições será reservada para estudantes de escolas públicas, que participarão gratuitamente. Para os demais interessados, a taxa será de R$ 65,00.

continua após a publicidade

A UFPR também expandiu seus locais de prova, incluindo pela primeira vez uma cidade do Rio Grande do Sul: Santa Maria, na região central do estado. Com isso, o vestibular será aplicado em 12 cidades: além de Santa Maria (RS) e Joinville (SC), outras dez cidades paranaenses receberão o exame: Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Jandaia do Sul, Londrina, Maringá, Matinhos, Palotina, Paranaguá e Toledo.

O reitor Marcos Sunye destacou que as mudanças estão alinhadas ao compromisso de simplificar o acesso aos cursos de graduação: “Estamos muito felizes em anunciar essas mudanças e esperamos que elas atraiam ainda mais candidatos para a UFPR. Nós teremos a prova em fase única, o que reduz gastos e desgaste para os candidatos, além de reduzir a chance de coincidência de datas com outros vestibulares. Além disso, conseguimos reduzir o valor da taxa de inscrição e a prova ocorrerá mais tarde, o que dá aos candidatos mais tempo para se prepararem”.

Sunye também anunciou que a segunda edição do Universo UFPR – antiga Feira de Cursos e Profissões – acontecerá entre 11 e 14 de junho, no Centro de Eventos do Parque Barigui. “A primeira edição do evento foi um sucesso e contribuiu para o aumento expressivo, de 7%, registrado no número de inscrições no último vestibular”, afirmou.

A pró-reitora Andrea Caldas garantiu que o novo modelo simplifica o processo sem comprometer a qualidade: “A mudança está embasada em estudos que asseguram a qualidade da prova e o atendimento às exigências acadêmicas definidas para o vestibular da UFPR”.

Segundo Patrícia Andreatta, a decisão considerou aspectos pedagógicos, psicométricos e operacionais, além da experiência da universidade com o vestibular em fase única durante a pandemia, nos anos de 2020 e 2021. De acordo com ela, o novo formato “mantém a segurança e a transparência do processo e preserva a equidade”.