Um local de sossego e tranquilidade ao lado da agitada PR-407, no litoral do Estado. Assim é a comunidade de Guaraguaçu, que pertence ao município de Pontal do Paraná e visa se consolidar como alternativa de turismo ecológico na região litorânea.
Saindo da BR-277, a comunidade fica no quilômetro 14 da PR, antes do balneário de Praia de Leste. Logo na entrada, é possível encontrar lugar para sair com barco de pesca ou caiaque nas águas calmas do rio Guaraguaçu.
Na maioria das vezes, são os próprios turistas que levam os barcos e equipamentos de pesca. Porém, também é possível encontrá-los disponíveis para aluguel em algumas propriedades particulares da região.
“Durante a temporada, pesco no Guaraguaçu pelo menos uma vez por semana”, diz o aposentado Augustinho Teixeira de Lima, que tem residência em Praia de Leste. “Pego robalo, bagre, corvina e pescada amarela. Além disso, deixo o estresse de lado, pois o lugar é muito bonito e sossegado. Volto para casa com o corpo cansado, mas com a mente limpa.”
Tribo guarani também pode ser visitada
| Allan Costa Pinto |
|---|
![]() |
| Visitantes podem adquirir objetos produzido por Florinda (à esquerda) e outros índios. |
A dez quilômetros do lugar onde começam as atividades no rio, é possível visitar uma tribo de índios guaranis. Para chegar ao local, é preciso percorrer uma estradinha de areia e sambaquis em meio à mata virgem. O percurso pode ser feito de carro, mas deve ser evitado após períodos de muita chuva. Também é aconselhável levar repelente na bagagem, pois a quantidade de borrachudos e pernilongos ao longo do trajeto é imensa.
“Na tribo, é possível conhecer o modo de vida de índios que se deslocam por todo litoral do Paraná”, comenta a secretária de Turismo de Pontal do Paraná, Francisca Kaminski. “Para fazer a visita, é preciso primeiro entrar em contato com a Secretaria, pois é necessário que os visitantes sejam acompanhados até a tribo”, explica. Interessados podem ligar para (41) 3975-3102 ou (41) 8882-0041.
Os índios da tribo sobrevivem da pesca, da agricultura e do artesanato, que pode ser adquirido pelos visitantes. São cestos em palha, colares, pulseiras e animais entalhados em madeira. Os objetos custam de R$ 5 a R$ 30. “É muito bom quando as pessoas vêm até a tribo e compram nossos produtos. Isso ajuda na nossa subsistência. Com o dinheiro da venda, fazemos compras em Paranaguá e mantemos nossas famílias”, afirma a índia Florinda Timóteo, que nasceu no Rio Grande do Sul, mas vive na tribo há 12 anos, na companhia do marido, de quatro filhos e alguns animais de estimação.
Da tribo, é possível percorrer outra trilha, chamada trilha das conchas, onde se pode visualizar um forno de caieiras e um amontoado de sambaquis. No passado, o forno era utilizado para preparo de materiais a serem utilizados na construção de casas em Paranaguá. A trilha tem cerca de um quilômetro de extensão e deve ser percorrida a pé. “Queremos construir um mirante na região e criar um sistema de hospedagem no local para facilitar a vida dos turistas”, revela Francisca.



