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Solidariedade

Tropas do Paraná se preparam para ir ao Haiti

Seiscentos e cinquenta militares vão integrar a missão de paz no país

  • Por Leonardo Coleto

Seiscentos e cinquenta militares paranaenses, que compõem o 13.º Contingente Brasileiro do Batalhão de Infantaria de Força de Paz, estão embarcando esta semana para o Haiti. Eles vão ficar durante seis meses em missão de paz naquele país, atingido por um terremoto no dia 12 de janeiro desse ano. O grupo paranaense integra um efetivo total de 1.048 militares, sendo 796 do Exército Brasileiro, 10 da Marinha do Brasil, um da Força Aérea Brasileira, 209 fuzileiros navais, além de 31 integrantes do Exército do Paraguai e um oficial do Exército do Peru. O contingente teve sua formação de despedida ontem, no Comando da 5.ª Região Militar do Exército Brasileiro, em Curitiba.

Para o coronel Adhemar Machado, a ida dos militares paranaenses ao Haiti é um gesto de solidariedade. “Estamos indo para representar o povo brasileiro. Vamos dar continuidade ao trabalho já feito por outros contingentes brasileiros nos últimos seis anos”, afirmou.

Segundo o coronel de infantaria Ronaldo Lundgren, comandante do batalhão que está embarcando para o Haiti, os militares receberam treinamento intenso nos últimos seis meses. “Os militares brasileiros estão preparados para enfrentar qualquer situação no Haiti. Nossa missão é manter o ambiente seguro para que o governo haitiano possa tomar medidas administrativas nos lugares mais afetados pelo terremoto”, contou.

Para o sargento Claudio Matos, que está indo pela primeira vez ao Haiti, “o sentimento é um misto de orgulho com a possibilidade de poder ajudar”. “Sabemos que a cultura deles é muito parecida com a nossa, por isso estou muito animado para essa missão”, disse. Para os familiares que ficam no Brasil, a preocupação com a missão é superada pelo mesmo sentimento. “O orgulho que estou sentindo é muito maior que o medo. Confio muito no preparo das forças armadas brasileiras e no treinamento físico e psicológico que eles receberam. Estou com o coração na mão, mas muito confiante”, confessou Rita Gomes, esposa de um dos militares. Todos os integrantes da missão são voluntários, selecionados de acordo com desempenho profissional, físico, saúde e psicológico.

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