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Salvando vidas

Transplantes no Paraná aumentam 175% em três anos

De janeiro a novembro deste ano foram realizados 417 transplantes no estado

De janeiro a novembro deste ano foram realizados no Paraná 417 transplantes, contra 152 em 2010, um aumento de 175% em apenas três anos. Com estes números, divulgados nesta terça-feira (17) pela Central Estadual de Transplantes, o Paraná assume a terceira colocação entre os estados. No dia 15 de dezembro a Central de Transplantes comemorou 18 anos em atividade.

O transplante de pâncreas foi o que mais aumentou, passou de 2 no período de 2010 para 22 em 2013, seguido por rim, que aumentou de 98 para 276, fígado, de 41 para 98 e coração, que passou de 11 para 21.

Todos esses avanços possibilitaram que a fila de espera por um transplante no Paraná fosse reduzida de 4 mil para pouco menos de 2 mil pessoas. Segundo a diretora da Central Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, os resultados mostram o sucesso da rede integrada de procura de órgãos e tecidos criada no Estado.

“Hoje, temos equipes especializadas na procura e identificação de potenciais doadores e também na captação de órgãos e tecidos em todas as regiões do Estado. Isso dá mais agilidade ao processo de captação e transplante”, destaca a diretora.

Arlene Badoch explica que nem todos os pacientes com morte encefálica podem doar órgãos. “Pessoas com câncer ou com doenças infectocontagiosas e transplantados, por exemplo, não podem doar. Equipes treinadas ajudam a identificar os possíveis doadores e esclarecer as dúvidas destas famílias”, reforça.

Processo

O primeiro passo da doação é a notificação da existência de um potencial doador, ou seja, aquele paciente com risco de evolução para o quadro de morte encefálica. Esse trabalho é feito por profissionais que compõem as comissões intra-hospitalares para doação de órgãos e tecidos dos próprios hospitais. A partir disso, equipes macrorregionais acompanham o caso e, uma vez finalizado o protocolo de morte encefálica, orientam a abordagem da família do paciente, que pode autorizar ou não a doação.

Caso o paciente tenha morte encefálica confirmada e haja autorização familiar, a Central inicia o processo de captação. “Mobilizamos equipe médica, transporte e toda logística necessária para os procedimentos. Além disso, já contatamos o serviço de saúde transplantador para que prepare o paciente que receberá o órgão ou tecido”, afirma Arlene.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) faz captação e transplante de coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado, intestino, córnea, pele, ossos e valvas. No Paraná, são realizadas todas essas modalidades de transplante, exceto pulmão e intestino que têm referências em outros estados.

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