Funcionários da Petrobras realizam um protesto em frente à Refinaria presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na manhã desta segunda-feira (23). A manifestação faz parte de uma paralisação, que acontece em todo o país liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Cerca de 250 pessoas estão no local do protesto, acompanhados de um carro de som. As principais reivindicações da categoria são a negociação do PLR (Plano de Lucros e Rendimentos) e a melhoria na questão de segurança dos trabalhadores.

Segundo Mario Dal Zot, diretor jurídico do Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro-PR), uma proposta da PLR vem sendo discutida desde outubro do ano passado e só agora a empresa se pronunciou sobre a questão. Dal Zot afirmou também que o quadro de negligência com a saúde dos trabalhadores é notório.

O diretor do Sindipetro-PR, Anselmo Ernesto Ruoso Júnior, lembrou que a média de acidentes de trabalho que resultam em morte passam de um por mês. Cerca de dois terços desse número, acontece nas empresas terceirizadas. “Várias questões a respeito da saúde dos trabalhadores são negligenciadas. Nós temos 80 casos de perda auditiva na Repar. A empresa nada fez para se manifestar e os trabalhadores continuam expostos às mesmas condições”, afirmou.

Os representantes do sindicato acusam a Petrobras de manter 73 trabalhadores em cárcere privado, nas dependências da empresa. Profissionais do setor de saúde e do setor de meio ambiente estão trabalhando desde 7h30 de domingo (22), enquanto os trabalhadores do setor de produção estão lá desde 17h30.

Durante à tarde, fiscais do trabalho vão até a Repar para verificar as condições de trabalho. Uma reunião foi marcada às 16h30, pelo Ministério Público do Trabalho, para negociar a questão.

A empresa

A Petrobras informou que todas as Unidades da Companhia funcionam normalmente e que a produção e segurança dos empregados não foram afetadas pelo movimento.

Em nota, a empresa se pronunciou da seguinte forma: “A Petrobras continua aberta às negociações e avalia que a mesa de negociação é o melhor caminho para solucionar o impasse,  mas salienta que todas as medidas serão tomadas para a garantia da normalidade dos seus processos”.