Os cerca de 3,5 mil trabalhadores terceirizados da limpeza pública de Curitiba ameaçam entrar em greve a partir de sexta-feira caso não caia na conta o salário de novembro, que deveria ser depositado amanhã, no quinto dia útil do mês. Os funcionários prestam serviços em escolas, postos de saúde, na Fundação de Ação Social (FAS), Ruas da Cidadania e dentro da própria prefeitura.

No último dia 7 de novembro, o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Seac-PR) comunicou ao Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba e Região (Siemaco) que suas filiadas não iriam pagar os salários de novembro (dia 6), o décimo terceiro salário (dia 12) e o vale-refeição, de R$ 220 (dia 17). “Pedi providências para a prefeitura porque as empresas alegam que só receberam 50% do repasse de julho e desde lá não receberam mais nada. Elas disseram que estão sem caixa e não têm mais como pegar dinheiro em banco”, conta o presidente do Siemaco, Manassés Oliveira.

Ele revela que, até então, mesmo sem o repasse do município, os pagamentos aos funcionários estavam em dia. “Mas na véspera do Natal, não tem como os trabalhadores ficarem sem dois salários (o de novembro mais o décimo terceiro) e sem o tíquete-refeição”. Para Oliveira, “é uma irresponsabilidade das empresas, que estão jogando a responsabilidade para a prefeitura. Vamos cobrar das duas”.

Segundo o dirigente sindical, a prefeitura informou que iria conversar com os secretários de cada área envolvida, como Saúde e Educação, para ver a disponibilidade de caixa para pagar as empresas. “Não deu em nada. Conversei hoje (ontem) com o secretário municipal de Finanças, João Luiz Marcon, mas ele não posicionou quando vão pagar”, relata Oliveira. Caso o pagamento não saia até a meia-noite de quinta-feira, a categoria vai discutir a possibilidade de paralisação em assembleia na sexta-feira.

A reportagem não localizou nenhum representante da prefeitura nem do Seac-PR para comentar o assunto.