Um pinheiro de 20 metros de altura destruiu parte de uma casa no Cajuru, durante a tempestade da noite de terça-feira. Uma escola foi destelhada, um outdoor caiu no centro e o Parque Tingüi ficou inundado, porém, de acordo com a Defesa Civil, ninguém ficou ferido ou desabrigado.
Em Piraquara, um eucalipto de mais de 20 metros destruiu uma casa na Rua Mariano Oliveira da Silva. Até a manhã de ontem não havia registro de feridos. A casa atingida fica na Rua Rivadávia Fonseca de Macedo, Jardim Solitude, nos fundos de um terreno.
O pinheiro, situado no terreno do vizinho veio a baixo no início da noite e destruiu o telhado e parte da mobília da sala. A proprietária Maria Joceli Claudino, 60 anos, que aluga a casa e reside com a família na residência da frente, chamou os bombeiros, mas como ainda chovia bastante a equipe teve de retornar ontem pela manhã para avaliar os riscos.
“O pinheiro caiu sobre a viga principal da casa. O pé de vento fez a árvore balançar muito e a derrubou. Temos que esperar que a chuva parar para usar a motosserra”, explicou o cabo Eclicir.
Oração
A árvore estava plantada na casa do vizinho e, com receio de que acontecesse uma tragédia, há 15 anos Maria alertava sobre o risco da queda e solicitava a sua remoção. Mas, segundo ela, o corte não foi autorizado.
“Meu vizinho disse que entrou na Justiça, mas o Ibama informou que não dava para cortar. O pinheiro cresceu muito e chegou a rachar o piso da casa. Toda vez que chovia eu carregava os moradores para dentro da minha casa com medo de que a árvore pudesse cair”, relatou.
A inquilina, a missionária Eliane Carvalho, se salvou por pouco. Ainda se recuperando do susto, ela contou que estava na sala minutos antes de a árvore despencar. “Arrumava as malas na sala e fui para a cozinha orar quando vi o pinheiro caindo”, contou.
211 mil casas ficaram sem luz
Fernanda Deslandes
Bombeiros e equipes da Copel continuaram trabalhando, ontem, para reparar os danos causados pela chuva e o vento, e o trabalho só deve ser concluído hoje. Em Curitiba e região e no Litoral, 211 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, sendo 78 mil só na capital e 13 mil na região litorânea. Em Apucarana, outras 46 mil residências ou empresas tiveram a energia cortada devido a raios e queda de postes.
Até a tarde de ontem, 3 mil domicílios ainda estavam sem luz em Curitiba e outros 3 mil em Apucarana, onde sete postes foram quebrados. As equipes da Copel também continuavam trabalhando na região metropolitana, onde 11 mil unidades aguardavam normalização do abastecimento de energia.
Desalojados
A cidade mais atingida do Estado foi Santo Antônio do Sudoeste. Foram danificadas 178 casas, deixando 13 pessoas desalojadas. Em Santo Antônio da Platina, outras 18 pessoas perderam suas moradias.
Água dentro da sala de aula
Janaina Monteiro e Fernanda Deslandes
Quando a chuva começou, por volta das 18h, o vento levou parte das telhas do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, no Pilarzinho. Uma árvore tombou sobre o portão de entrada.
Por sorte, 10 minutos antes, as aulas de 5.ª a 8.ª série tinham terminado e os 500 alunos já haviam saído. “A parte elétrica é um risco porque ainda sai água pelas lâmpadas e continua chovendo. Não temos onde alojar os alunos com segurança”, conta a diretora Rosângela de Mello. Ela garante que as aulas serão repostas assim que a estrutura for arrumada, sem prejuízo no ano letivo.
Bloqueada
Em São José dos Pinhais, bombeiros trabalharam até o início da tarde de ontem na Rua Marechal Hermes, que ficou bloqueada devido à queda de po,stes e árvores. Foram registrados mais de 30 atendimentos a quedas de árvores na cidade. Até o fim da tarde, outra equipe tentava liberar a rua Valdomiro Valaski, onde outra residência foi danificada por galhos.
Segundo a Polícia Militar, entre 23h de terça-feira e 9h de ontem, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender outros cinco casos de queda de árvore, no Pinheirinho, em Curitiba, e em Piraquara, Pinhais, Fazenda Rio Grande e na Lapa, onde uma árvore atingiu o muro de uma construção histórica do patrimônio público.
| Marco Charneski |
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| Telhas voaram pouco depois de os alunos saírem. |
