Cartazista, taquigrafista e arquivista. Estas profissões são conhecidas apenas pelas pessoas que atuam no mercado de trabalho há um certo tempo. Quem está começando agora não tem a menor idéia do trabalho que era realizado por cada um deles. Isto porque estas profissões não existem mais nas grandes cidades. A tecnologia tornou as atividades obsoletas e abriu novos postos de trabalho, exigindo outro tipo de qualificação. Para a coordenadora da área de gestão e comércio do Senac em Curitiba, Ana Werner, quem não está ligado no que acontece à sua volta, também corre o risco de ficar apenas na lembrança.

Ana conta que há mais de 10 anos, o curso de cartazista era muito procurado. Cada supermercado tinha o seu profissional encarregado de deixar os cartazes com as ofertas o mais atraente possível. Agora, com qualquer programa de computador é possível fazer o mesmo trabalho. Os cursos que ensinavam desde o desenho das letras à escolha de cores fazem parte do passado.

A taquigrafia também deixou de ser ensinada há pelo menos 10 anos. Era muita usada por escrivães e secretárias, que através de símbolos e da abreviatura de palavras conseguiam reproduzir com exatidão o que era falado. Agora existem softwares que fazem o mesmo. Também foram os computadores que tornaram a profissão de arquivista obsoleta. Os documentos são guardados em CDs. Existem outros exemplos de profissões que estão ficando no passado. O curso de vendedor domiciliar é um deles. Não existe mais aquelas pessoas que enchiam o carro de produtos e iam vender de porta em porta nas grandes cidades. Agora ficou mais prático usar o telefone ou a internet.

Outra profissão em baixa é a de telefonista. As empresas cada vez mais estão adotando mensagens eletrônicas para direcionar as ligações recebidas. Segundo Ana, há pelo menos quatro anos o curso não é mais oferecido em Curitiba. No entanto, em outras cidades menores a profissão ainda tem certo fôlego, nas empresas pequenas. “A melhor opção é fazer um curso de telemarketing”, considera.

Enquanto algumas profissões vão perdendo espaço, outras começam a ocupar o lugar. Um exemplo é o curso de técnico em design floral. Hoje a maioria das pessoas que começa na atividade aprende a fazer arranjos na própria floricultura, através da observação. No entanto, o mercado tem necessidade de contratar pessoas experientes. Os salários desses profissionais costumam ser compensadores, já que eles agregam valor ao produto.