Taxistas que têm ponto na Avenida Sete de Setembro, no centro de Curitiba, reclamam de perseguição por parte dos agentes da Diretoria de Trânsito (Diretran). Segundo alguns motoristas, que preferiram não se identificar por medo de ficarem “marcados” pelos agentes, as multas estariam sendo feitas de modo irregular.

“Mesmo com o cartão do Estar (sistema de estacionamento rotativo da capital) eles nos multam”, denuncia um dos taxistas. “Há vezes que temos de ir a uma lanchonete ou a uma farmácia, estamos com o cartão e somos multados.”

Para outro profissional, que também prefere manter sigilo, o relacionamento com os agentes não é dos melhores. “A relação com eles é complicada”, diz. “Não deveria, afinal de contas convivemos no dia-a-dia. Eles ficam de olho na gente. Esperam pelo erro para multar.”

O presidente do Sindicato dos Taxistas, Celso Fernandes Neto, disse que ainda não recebeu nenhuma reclamação oficial dos taxistas da Sete de Setembro, mas admite que pode existir mal-entendido dos dois lados. “Na área de ponto o taxista não precisa do cartão. É o lugar dele. Nos demais ele precisa respeitar a normas”.

Diretran

Segundo a chefe do Departamento de Estacionamento Regulamentado da Urbs, Cássia de Aragão, uma vez fora do ponto, o taxista pode permanecer estacionado, por até 15 minutos, quando está esperando passageiros, carregando ou descarregando bagagens. “Basta avisar o agente”, afirma. “Existe essa tolerância.”

O problema, segundo Cássia, acontece nos pontos mais disputados. “Nesses locais, os motoristas esperam vez no ponto nas áreas livres tirando o espaço dos demais motoristas”, rebate, explicando que, nesse caso a determinação para os agentes da Diretran é para que notifiquem os taxistas. “Afinal o taxista já tem seu ponto, que é só dele.”

A chefe do departamento diz, no entanto, que nenhuma reclamação foi oficializada com a entidade.