A Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) divulgou ontem o diagnóstico da Bacia do Rio Jordão, que corresponde à primeira fase de elaboração do Plano de Bacia. Esse estudo permitirá a implantação de ações para revitalizar, recuperar e conservar os recursos hídricos.
A bacia atende sete municípios e uma população estimada de 200 mil habitantes, tem 4.791 quilômetros quadrados e 105 quilômetros de extensão. Segundo o diretor operacional de águas da Suderhsa, José Luiz Scroccaro, a qualidade da água na bacia fica entre razoável e boa. Porém, há pontos em que a poluição preocupa. A origem do problema é o esgoto doméstico e industrial.
O Paraná possui 16 bacias hidrográficas. Para cuidar delas serão criados onze comitês de bacia. Três já estão atuando e começaram a desenvolver os seus planos: a do Rio Jordão, do Tibagi e Alto Iguaçu e Alto Ribeira. O plano da bacia do Rio Jordão está sendo elaborado pela própria Sudersha, que vai dar respaldo a técnicos do próprio órgão para fiscalizar e orientar as ações das empresas que serão contratadas para fazer os estudos das outras bacias.
Scroccaro explica que após o resultado da primeira avaliação, a Suderhsa vai elaborar o prognóstico, que consiste em levantar um conjunto de ações para melhorar a situação da bacia. O estudo deve ficar pronto em dois meses. Depois vem a fase chamada de cenários, que estuda o impacto que pode acontecer com a tomada de determinadas decisões, como a instalação de uma empresa, por exemplo.
Depois de pronto, o plano será submetido à aprovação do Comitê de Bacia, que vai estabelecer uma cobrança pelo uso da água e o dinheiro será usado para colocar em prática o que determina o plano. No entanto, Scroccaro diz que esta verba não será suficiente, será necessário também a realização de parcerias com prefeituras e governo do Estado. Neste ano, devem ser instalados outros três comitês de bacia e no próximo ano os demais.