Uma startup paranaense está desenvolvendo simuladores inovadores para treinamentos cirúrgicos veterinários na Incubadora Tecnológica (Intec) do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A Simulavet trabalha na criação de uma pele artificial capaz de reproduzir procedimentos cirúrgicos com realismo, oferecendo uma alternativa ao uso de cadáveres de animais.

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A ideia surgiu durante a pesquisa de mestrado do médico-veterinário e fundador da Simulavet, Matheus Cruz. Ele explica que a obtenção ética de cadáveres está cada vez mais difícil, comprometendo a qualidade do treinamento acadêmico. “O objetivo dos simuladores é substituir esse cenário, garantindo segurança, padrão nas aulas e a possibilidade de remontar os modelos para repetir os treinamentos”, afirma Cruz.

Com o apoio da Intec, o Tecpar está auxiliando a Simulavet no processo de industrialização, transformando o protótipo em um produto capaz de atender, em escala, faculdades e centros de treinamento em todo o país. A empresa planeja lançar o produto comercialmente no início de 2026.

Além da pele artificial, a Simulavet está desenvolvendo outros tipos de simuladores, como modelos de entubação, acesso venoso, órgãos para castrações e simuladores de drenagem de tórax. A médica veterinária Allessandra Kopf, que testou o primeiro protótipo em 2017, destaca a eficiência e o realismo do produto: “A textura é muito mais próxima da pele animal, especialmente na hora de realizar suturas. Isso traz eficiência, segurança e diminui significativamente o uso de cadáveres”.

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A Incubadora Tecnológica do Tecpar, criada em 1989, é a primeira incubadora de base tecnológica do Paraná. Atualmente, nove empresas passam pelo processo de incubação, e um edital está aberto para novos ingressos de empresas ou startups inovadoras.