A Secretaria Municipal do Meio Ambiente aguarda a permissão do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para iniciar a disposição do lixo doméstico gerado pela população da capital e de mais 14 municípios da Região Metropolitana na nova área do aterro sanitário da Caximba. A licença ambiental já foi solicitada ao órgão estadual.

Segundo o gerente do aterro, Luiz Celso Coelho, a obra emergencial de ampliação realizada pela Prefeitura já possibilita o despejo de resíduos. “Embora reste apenas a conclusão do último platô, as obras realizadas garantem total proteção ambiental e a área pode ser utilizada sem problema algum”, explica o gerente.

A demora na utilização da área já preparada coloca em risco o investimento que já foi feito. “A chuva e outros fatores de ordem natural podem provocar o deslocamento de terra e argila, entupir tubulações e danificar a estrutura do aterro”, diz o gerente. Outro agravante é a antiga área do aterro, que ainda nesse mês não terá mais condições de receber lixo.

A nova área disponível tem 51.000 metros quadrados, está dividida em cinco platôs e inclui melhoria no sistema já existente de tratamento de chorume. São decantadores, reatores, processos químicos e biológicos que deverão melhorar ainda mais a qualidade do efluente resultante da decomposição do lixo. O atual sistema já trata o chorume com 90% de eficácia e a tecnologia que está sendo instalada visa atingir um índice ainda maior.

Os 14 municípios da Região Metropolitana que utilizam o aterro da Caximba estão finalizando seus respectivos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos. Atualmente 350 caminhões despejam em média, por dia, no Caximba 2.400 toneladas de lixo por dia.

O objetivo dos planos é aumentar a reciclagem de lixo e diminuir o volume de material que chega ao aterro. Outra medida que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente vai adotar é incentivar a iniciativa privada (comércio e indústria) a adotarem medidas mais eficazes de recolhimento e destinação de embalagens recicláveis.