As negociações entre o Governo Federal e os grevistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não devem avançar. Pelo menos era o que indicava o resultado de uma plenária estadual que foi realizada ontem, no auditório do Senac, em Curitiba, onde os trabalhadores – em greve há cerca de 70 dias – avaliaram uma nova proposta apresentada pelo governo nesta semana e decidiram continuar de braços cruzados. A mesma avaliação aconteceu em outros 22 estados, que se mantêm mobilizados pela greve.

O diretor do Sindiprevs do Paraná (sindicato que representa os trabalhadores do INSS), Lincoln Ramos, avaliou a proposta do governo como indecorosa. Segundo ele, o Ministério da Previdência manifestou a intenção de intermediar uma negociação com outros ministérios, desde que a greve seja encerrada. Além disso, garantiu que pagaria apenas 35 dias de trabalho, sendo que os demais dias seriam descontados da folha de pagamento ou precisariam ser repostos. ?Se aceitássemos essa proposta, eles tentariam uma negociação. Mas isso não é algo concreto, por isso não deverá passar nas assembléias?, falou o sindicalista.

Entre as reivindicações dos grevistas do INSS está a criação de um plano de cargos e salários, cuja promessa foi feita no ano passado, para encerrar a greve da categoria que já durava 45 dias.