“Pular catraca” para andar de ônibus sem pagar passagem não é coisa rara em Curitiba. A prefeitura da capital estima que, em média, 600 passageiros utilizam diariamente o transporte coletivo de maneira irregular, sem pagar tarifa. Apoiando-se no preço atual da passagem, que é de R$ 3,30, o ato – muitas vezes feito coletivamente – gera um prejuízo de R$ 59,4 mil por mês aos cofres públicos municipais.

A situação não tem apenas influenciado negativamente os cálculos do sistema de transporte como afeta também a rotina de motoristas e cobradores de Curitiba. De acordo com o sindicato da categoria, o Sindimoc, muitos destes trabalhadores já acabaram feridos por tentar evitar o acesso irregular aos ônibus. O levantamento é do próprio sindicato.

Por isso, a entidade realiza desde esta quinta-feira da semana passada uma campanha de conscientização contra os “fura-catracas”. As atividades, que envolvem conversas e distribuição de panfletos, são feitas estrategicamente próximo às estações-tubo onde este tipo de ocorrência é mais comum: Detran (entre Capão da Imbuia e Tarumã), Joaquim Nabuco (entre Santa Cândida e Tingui), Holanda (Boa Vista), U.S. Campo Comprido e Morretes (Portão).

Também tramita na Câmara Municipal um projeto de lei do vereador Rogério Campos (PSC) que pretender estabelecer pena a quem for pego pulando as catracas de acesso a estações-tubos e terminais. O valor da multa estabelecido é o equivalente a cinquenta passagens da tarifa de ônibus da capital (R$ 165), podendo dobrar em caso de reincidência.

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