A luta por condições dignas de trabalho para homens e mulheres, com liberdade, equidade e segurança, fez com que representantes sindicais de diversas capitais brasileiras participassem, durante todo o dia de ontem, de atividades ligadas à Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, que ocorreu em diversos países no último dia 7. No Brasil, a data foi adiada em razão das eleições municipais.

A ação foi promovida pela Confederação Sindical Internacional (CSI), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical (FS) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em Curitiba, integrantes das entidades realizaram um ato de conscientização da população na Agência do Trabalhador, que fica na esquina da rua Pedro Ivo com a Travessa da Lapa.

“O trabalho decente está ligado ao cumprimento de uma das oito metas do milênio, que é a erradicação da pobreza extrema e da fome no mundo. Em todo planeta, existem pessoas que sobrevivem com menos de US$ 1 por dia. Isto só vai mudar quando houver emprego digno para todos. Por isso, a idéia é que, no Brasil, o trabalho decente passe a ser tratado como política pública, através da instituição de um grupo permanente de discussões”, disse o presidente do Conselho Estadual do Trabalho, Carlos José Zimmer.

Durante o ato, os participantes pediram a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o que contribuiria para que os trabalhadores se sentissem menos estressados, tivessem mais tempo para investir na própria formação profissional e, consequentemente, passassem a realizar um trabalho de maior qualidade. A redução é defendida sem que hajam perdas salariais.

“Também batalhamos pela formalização das relações de trabalho, já que atualmente cerca de 40% dos trabalhadores não têm carteira assinada”, afirmou o presidente da CUT no Paraná, Roni Anderson Barbosa.