“O caminho para reabrir as casas será trabalhar de forma individual”, afirmou ontem o presidente do Sindicato das Empresas Administradoras de Bingo do Estado do Paraná (Sindibingo), Luiz Eduardo Dib. A decisão foi tomada depois que o Tribunal de Justiça cassou uma liminar que permitia a reabertura de 14 casas em Curitiba, no fim da noite de sexta-feira. Dib falou ainda que os proprietários dos estabelecimentos vão tentar recursos judiciais para voltar a funcionar junto aos órgão federais, “já que aqui no Paraná não tem como se discutir direito”.
O presidente do Sindibingo disse estar decepcionado com a justiça estadual, “que estaria defendendo os interesses do governo do Estado” -que mantém a proibição dos jogos no Paraná desde abril do ano passado. Para Dib, isso ficou evidente nessa última investida contra os bingos. Por volta das 17h, o juiz da 2.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Luiz Osório Mores Panza, concedeu uma liminar que permitia que 14 casas de bingo voltassem a funcionar.
O juiz havia acatado a argumentação dos advogados da Associação Paranaense dos Administradores de Bingos e Máquinas Eletrônicas, de que a atividade é uma espécie de “concurso de prognósticos” e, portanto, tem respaldo na Constituição Federal. Havia estabelecido, ainda, multa diária de R$ 10 mil, caso o Estado descumprisse a ordem, atuando no fechamento das casas. Porém, por volta das 22h, o desembargador e vice-presidente do Tribunal de Justiça, Vidal Coelho, cassou a liminar, respondendo a um recurso impetrado pela Procuradoria Geral do Estado.
Em relação a esse recurso, o presidente do Sindibingo Luiz Eduardo Dib afirmou que a entidade não irá recorrer. A estratégia será ingressar com medidas junto à Justiça Federal, mas de forma individualizada. “Já vimos que isso tem dado certo, então buscaremos o mesmo caminho”, disse. Atualmente os bingos Kennedy Center, Bristol, Mirage e Millenium estão abertos com liminares concedidas pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul e de Santo André, no ABC Paulista.


