Por falta de tempo durante a semana e para pegar o ?peixinho? mais fresco, muita gente deixou para comprar, somente ontem, o principal prato da Sexta-feira Santa. O movimento intenso nas peixarias e mercearias que venderam bacalhau nos últimos dois dias agradou aos comerciantes.
?Ninguém esperava, dentro do Mercado Municipal, uma venda tão expressiva como foi essa. A gente está muito satisfeito?, comenta Lurdes Andreatta Pavaneli, da Mercearia Aroma. Muitos não sabem explicar o porquê, mas todos concordam que a tradição deve ser mantida. ?É uma tradição e tem de ter o respeito do povo. Se hoje é Sexta-feira Santa, é dia de comer peixe?, afirma a inspetora de alunos, Marlene Onofre, de 42 anos, uma das muitas pessoas na fila da peixaria. ?Hoje vou fazer um peixe fritinho para as crianças, e camarão no molho. Vou deixar para no Domingo de Páscoa fazer um almoço especial para reunir a família. Não sei se vou preparar o salmão ou bacalhau, estou pesquisando?, conta Marlene.
Filé de pescado, filé de cação e salmão foram os mais vendidos. Wilson Faustino, gerente da Peixaria Paraíso, disse que vendeu em torno de três mil quilos de peixe. ?Trabalhamos com fila o dia inteiro ontem (quinta)?, conta.
?Não sei dizer por quê, sei que hoje não presta comer carne, tem de comer peixe?, explica o aposentado da Copel Osni Oliveira, 66 anos.
?Salgado?
Mesmo estando mais caro, na faixa de R$ 60 o quilo, o bacalhau do Porto ainda é o prato preferido. A dona Lurdes, da Mercearia Aroma, diz que as vendas do peixe sempre são boas em comemorações, mas começou a aumentar no início da Quaresma, ficando mais intenso quinta-feira e ontem. ?Acredito que amanhã (sábado) vamos vender bastante ainda. O bacalhau, em dezembro, falhou, veio feio. Agora, além de ter diminuido o preço, veio de primeira, muito especial para a Páscoa?, comenta.