A extinção de alguns cargos do foro judicial, determinada pela Lei Estadual 16023/08, vem revoltando servidores do Poder Judiciário do Paraná. Em protesto, eles estarão realizando, no decorrer de toda esta semana, paralisações diárias de uma hora a uma hora e meia em suas jornadas de trabalho. Na manhã de ontem, estiveram concentrados em frente ao fórum criminal, na Avenida Marechal Floriano Peixoto.

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“A lei extinguiu cargos como os de escrivão criminal, auxiliar de cartório, auxiliar administrativo e oficial de Justiça. Ela cria outros cargos, mas com salários menores e uma parte dos salários paga em gratificações”, diz o integrante da diretoria do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus-PR), David Machado.

Com a extinção, muitos servidores ficam sem ter como subir de nível e obter crescimento na carreira. Além disso, não podem pedir remoção para outras comarcas.

“Existem servidores que entraram agora no Poder Judiciário do Paraná e já assumem suas funções com carreira em extinção. Alguns têm mais 35 anos de trabalho pela frente e, neste período, com as mudanças, só irão receber reajustes salariais conquistados pela categoria e ficar à espera da aposentadoria, o que é bastante desmotivante”, comenta.

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Na última semana, os servidores divulgaram que as paralisações seriam de meio período. Porém, resolveram reduzi-las porque foi marcada uma reunião para negociações, no próximo dia 6, entre integrantes do Sindijus-PR e do Tribunal de Justiça (TJ).

Atualmente, em todo Estado, segundo informações do sindicato, existem cerca de três mil servidores do Poder Judiciário na ativa, sendo que quase metade em Curitiba. O Paraná possui quatorze varas criminais. No período da manhã de ontem, o TJ, através de sua assessoria, informou que não iria se manifestar sobre a paralisação.

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