Sindicatos e o governo do Estado se reuniram ontem, em Maringá, para buscar uma solução para a suspensão do atendimento pelo Hospital Santa Rita para quem utiliza o Sistema de Assistência à Saúde (SAS).

Desde a última segunda-feira, os 44,1 mil servidores que utilizam o serviço estão desassistidos e são obrigados a procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) para receber tratamento médico.

A alegação dada pelo hospital em não atender as pessoas assistidas pelo SAS é o baixo preço pago por usuário pelo governo do Paraná. O contrato de prestação de serviço se expirou no dia 31 de janeiro. Participaram do encontro também representantes de quatro hospitais da região que têm interesse em absorver a demanda do SAS.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino de Maringá (Sinteemar), Éder Rossato, o encontro foi bem proveitoso e os representantes sindicais se mostraram confiantes.

“Acredito que a reunião foi bem produtiva, pois existe uma proposta para adequação legal para habilitação de hospitais em caráter de emergência”, informa.

Ele revela que nos próximos 15 dias, parte do problema já esteja resolvido. “Essa proposta pode não ter sido a ideal, mas é razoável. Ele será feito por etapas, sendo que a prioridade é para o restabelecimento dos serviços emergenciais e de urgência”, avalia.

Por terem sido pegos totalmente de surpresa, Rossato comenta que os sindicatos estudam entrar com uma medida judicial contra o Hospital Santa Rita. “Essa decisão prejudicou muita gente, inclusive àqueles que realizavam tratamentos delicados, como quimioterapia. Eles não poderiam agir dessa maneira. Deveriam ter avisado aos servidores com antecedência. Considero a atitude deles muito inconsequente e irresponsável”, afirma.

O diretor do Departamento de Assistência à Saúde (DAS), da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap), Eduardo Mischiatti, diz que os quatro hospitais que demonstraram interesse em absorver o SAS (Hospital de Paranavaí, Hospital Metropolitano de Sarandi, Hospital de Arapongas e Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá -UEM) ainda não tem capacidade para atender toda a demanda.

Por isso, os locais vão passar por uma avaliação técnica e legal para a prestação dos serviços de forma gradativa ou ainda que contrate outros estabelecimentos para prestar os serviços.

“Foi uma reunião muito positiva, em que Estado, servidores e prestadores estão dispostos a construir uma solução conjunta. Vamos levar as possibilidades para Curitiba para analisá-las”, afirmou Mischiatti.