A filiação do senador Sergio Moro ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), foi prestigiada pela alta cúpula da legenda, na manhã desta terça-feira (24/03), em Brasília. Além do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, os líderes do PL na Câmara e no Senado, Sóstenes Cavalcante (RJ) e Carlos Portinho (RJ), além de dezenas de parlamentares, estiveram presentes.
Ao abrir o evento, Costa Neto confirmou a pré-candidatura de Filipe Barros e Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado no estado. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro falou que a composição para a chapa foi costurada com partidos e lideranças.
Flávio destacou o favoritismo de Moro indicado por sondagens eleitorais, reforçando que precisam “continuar trabalhando”. Moro foi o mais citado nos três cenários estimulados da última pesquisa IRG, divulgada na última quinta-feira (19/03).
Flávio evidenciou a parceria com Moro no Senado, falando sobre a atuação na Comissão de Segurança Pública, onde eles dividem a presidência e a vice da mesa. Por sua vez, Moro iniciou sua fala dizendo que “o Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial”, se dirigindo a Flávio.
Moro também falou sobre as prioridades na campanha que está por vir, destacando a segurança pública como pilar. Ao falar sobre a sua filiação, Moro destacou que foi bem recebido no partido. “Política se faz com pessoas de palavra. Me sinto respaldado dentro do PL”, completou o senador.
A filiação do senador Sergio Moro ao PL representa mais do que uma simples mudança partidária: trata-se de um movimento com potencial de reorganizar o tabuleiro político no Paraná e produzir efeitos diretos na disputa nacional de 2026. Isso foi reforçado pela fala de Flávio Bolsonaro, destacando a importância do Paraná para o seu palanque.
“Você, tenha consciência de que a gente precisa do Paraná no nosso projeto. A gente pode fazer muito junto”, disse, dirigindo-se a Moro. “Conto muito com a sua força, com o seu palanque no Paraná”, completou. A esposa de Moro, deputada federal Rosangela Moro, também se filiou ao PL nesta terça.
Ao discursar, o deputado e pré-candidato ao Senado Filipe Barros lembrou as divergências que Bolsonaro e seus aliados tiveram com Moro. “Não estamos aqui para falar do passado. Mas estamos aqui falando do Brasil do futuro. Podemos seguir tendo divergências em alguns pontos, mas nunca no que é essencial. E essencial é tirar Lula do poder”, disse Barros.
Mesmo com a semana de votações remotas, deputados de estados como São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Roraima fizeram questão de estar em Brasília para acompanhar. Apesar do prestígio, algumas ausências foram sentidas, como é o caso do presidente do partido no Paraná, o deputado federal Fernando Giacobo.
Metodologia: A pesquisa ouviu 1.000 pessoas entre os dias 13 e 18 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº PR-02737/2026.



