| Foto: Lucimar do Carmo/O Estado |
| Roberto: ?Mudanças na lei?. continua após a publicidade |
O crime organizado vem se alastrando de forma descontrolada no Brasil. Ao contrário do que muita gente pensa, ele não está apenas ligado a atos violentos, mas também a outros tipos de ações, como lavagem de dinheiro, fraudes em licitações públicas, crimes contra o sistema financeiro, extorsão, transporte ilegal de passageiros e cobrança de taxas em presídios. Ontem, o assunto foi tema de um seminário, entitulado Crime Organizado: Uma Reflexão Necessária, realizado na sede do Ministério Público do Paraná, em Curitiba.
Organizado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais e de Execução Penal, o evento reuniu procuradores, promotores de Justiça e juízes que atuam na área criminal, tendo apoio da Associação Paranaense do Ministério Público (Apmo) e da Fundação Escola do Ministério Público do Paraná (Fempar).
Segundo o promotor de Justiça do Grupo de Repressão ao Crime Organizado do Estado de São Paulo, Roberto Porto, são inúmeras as facções criminosas em atuação no Brasil. Elas agem em todos os estados e de forma bastante estruturada. ?O estado que acredita que não tem facções criminosas corre o risco de ser surpreendido pela grande organização que atualmente tem o crime organizado. Ninguém está imune ao problema?, comenta.
| Pedro: ?Crime visa lucro fácil?. |
No que diz respeito à ação do crime organizado dentro das penitenciárias brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) é hoje considerada a maior facção criminosa de presídios do mundo. Só em São Paulo, possui cerca de quinze mil integrantes fixos e aproximadamente 90 mil simpatizantes.