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Paraná

Sem ação da polícia, vizinhos se unem contra o crime

Cada um cuida do outro. Se algo acontecer, eles fazem o maior barulho

  • Por Magaléa Mazziotti

Cansados de esperar por uma ação mais efetiva da polícia contra o excesso de assaltos e arrombamentos na Rua Paissandu, no Sítio Cercado, os moradores iniciaram esta semana o projeto Vizinho Solidário. A iniciativa consiste em fazer com que cada vizinho cuide do outro e, caso perceba qualquer movimentação suspeita, acione os demais com um apito.

Com 16 anos de idade, Claudio Jose Falk já foi assaltado sete vezes. A maioria foi no trajeto de ida ou retorno da escola, mas teve uma vez perto do carrinho de cachorro-quente e outra na locadora, quando assaltantes renderam o estabelecimento e o estudante levou um chute no tórax. “Foram três celulares e alguns cartões de crédito, quase R$ 1 mil de prejuízo”, recorda.

Marco Andre Lima

A moradora Fátima Silveira não esquece o dia em que aguardava o filho retornar da faculdade e viu da janela de casa os bandidos darem uma coronhada na cabeça do rapaz. “Por sorte, minha voz falhou quando gritei de desespero, do contrário poderiam ter atirado. Estamos abandonados pelo poder público”. A vizinha Irani Maia conta que a ideia de tornar mais efetiva essa união entre os vizinhos veio do que já ocorre na prática. “Entre alguns vizinhos já fazemos isso, agora vamos intensificar com todas as casas da rua”.

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