Terminou ontem o prazo dado pelo prefeito Luciano Ducci para que o município de Curitiba anunciasse uma nova área para a destinação do lixo da cidade. Desde esse anúncio, feito no fim de março, e de nota publicada no site oficial da prefeitura, nunca foi detalhado como isso seria feito ou quais eram as opções que estavam sendo analisadas.

O aterro da Caximba, atual local onde são depositados os resíduos sólidos de Curitiba e de outros municípios da região metropolitana, será fechado em 1.º de novembro, por determinação judicial.

Esses últimos meses de funcionamento da Caximba só são possíveis para que seja terminada a fase de reconformação geométrica do aterro, de acordo com cronograma elaborado por técnicos da prefeitura.

Sobre o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos, que previa um novo tipo de tratamento e reciclagem do lixo para Curitiba e outros 18 municípios, também não há novidades até o momento.

O fato é que o consórcio não deve começar a funcionar a tempo até novembro, já que de acordo com o que estipulava o próprio edital do consórcio, podem ser necessários até nove meses, depois de definida a área que receberá os resíduos, para que o local possa começar a receber o lixo.

No entanto, o próprio edital de licitação foi suspenso pela 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, no início de março. Da mesma forma, a empresa anunciada como vencedora foi questionada e a Justiça suspendeu o resultado. Desde então espera-se um posicionamento das autoridades sobre o assunto.

Em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, apenas foi informado à reportagem de O Estado que ainda não há novidades sobre o assunto.

Em reportagem publicada por O Estado semanas atrás, a maioria dos outros municípios da região metropolitana participantes do consórcio disse depender de uma solução sobre esse impasse do consórcio para continuar depositando seu lixo. Muitos municípios da região estão em área de manancial, onde não se pode fazer um aterro sanitário.