A qualidade da água que sai pelas torneiras não depende apenas do processo de purificação realizado nas estações de tratamento da Sanepar. Se as caixas d’água não forem limpas periodicamente ou sempre que necessário, ela pode deixar de ser potável e se tornar veículo de doenças como hepatite A, cólera e giardíase, entre outras que afetam o trato gastrintestinal.

O alerta é da coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Lúcia Isabel Araújo. Para a água tratada que chega aos hidrômetros ou cavaletes não perder essa característica, observa Lúcia, é importante inspecionar as condições gerais das caixas e limpá-las a cada 6 meses ou quando a água apresentar mudança de cor ou matéria orgânica.

“Quando isso acontece é porque a vedação da caixa não estava satisfatória. A tampa, que precisa estar sempre fechada, provavelmente estava entreaberta ou com descontinuidades por onde podem ter entrado folhas ou pequenos animais”, explica.

Se isso acontecer, frisa a técnica, a caixa precisa ser esvaziada e limpa imediatamente. O ideal é que o trabalho seja feito por profissionais especializados. Se isso não for possível, a tarefa precisa ser entregue somente a adultos em condições de realizá-lo.