Diretor de assistência do HC, Celso Araújo.

No último domingo, o Paraná registrou a primeira suspeita de sindrome respiratória aguda severa (sars), a pneumonia asiática. Mas a hipótese foi afastada ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Segundo o chefe de gabinete da Sesa e coordenador estadual do programa de combate à doença, Gleben Teixeira, o paciente que chegou de Frankfurt, Alemanha, Richard Martin Pforzhein, 26 anos, e está internado no Hospital de Clínicas (HC), tem apenas uma forte pneumonia. O diagnóstico foi baseado no tempo de permanência dele no País. Ele está no Brasil há 45 dias e o período de incubação da doença é, em média, de dez dias.

A diretoria do HC chegou a dar ontem uma entrevista coletiva confirmando que havia suspeita da doença. Mas ela foi negada mais tarde pela Sesa. O diretor de assistência do HC, Celso Araújo, havia se baseado no agravamento acelerado do quadro de saúde do paciente, uma das principais características da pneumonia asiática. Outro fator era a sua procedência, já que ele veio de uma região por onde circulam aeronaves oriundas do oriente, região onde a doença tem mais se alastrado. Mas Teixeira garante que a possibilidade não existe porque o paciente está há bastante tempo no Brasil. Porém, a informação que o HC divulgara anteriormente era de que ele estava há apenas três semanas no País.

A pneumonia asiática é causada pelo corona vírus, uma mutação do vírus da gripe. Os sintomas são parecidos com os de uma pneumonia normal. A principal diferença está no agravamento do quadro clínico, que é muito rápido e leva à morte por falência múltipla de órgãos.

Guarapuava

Richard é alemão e mora em Entre Rios, distrito de Guarapuava. No domingo foi internado com fortes dores abdominais, febre alta e tinha 70% da sua capacidade respiratória comprometida. O paciente ainda encontra-se em área de isolamento no HC. O seu quadro de saúde ontem era grave, porém estável.

Segundo Teixeira, foi recomendado às secretarias municipais de saúde e às 22 regionais a manutenção do estado de alerta na rede de vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde para ser detectado, de maneira precoce, qualquer caso suspeito. No Estado há três hospitais preparados para atender a esses tipos de casos. O HC, em Curitiba; Hospital Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, e Hospital Universitário de Londrina.