A Igreja Católica comemora hoje o Dia de Todos os Santos. A data foi criada para reverendar aquelas pessoas que viveram o Evangelho, praticando a caridade e a fé, se tornado mártires em alguma determinada época. Como a data não é feriado, a igreja celebra o dia no próximo domingo.

Segundo a irmã Custódia Cardoso, assessora de liturgia e música sacra da Arquidiocese de Curitiba, a origem do Dia de Todos os Santos foi no século IV, quando, em Antióquia, era celebrada uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV.

No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para primeiro de novembro, provavelmente por motivos de comodidade, já que data vinha após a colheita de outono e era mais fácil arrecadar comida e bebida para a grande multirão de peregrinos que vinham à Roma naquela oportunidade.

Nesta data, comenta irmã Custódia, são lembrados principalmente os santos e mártires não canonizados oficialmente pela igreja. “Estes santos já tem seu dia próprio para celebrá-los”, diz a religiosa.

Durante a celebração das missas no domingo, comenta irmã Custódia, os sacerdotes deverão ressaltar todas as pessoas que tiveram fé na promessa de Cristo, e seguiram as palavras de Deus, que prometeu “dar eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração e pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, maledicência, da ofensa pública e da humilhação”.