Técnicos da Sanepar e de vários órgãos governamentais discutiram ontem em Curitiba os primeiros resultados dos trabalhos de pesquisa interdisciplinar, realizados desde 2000, para controlar a proliferação de algas na barragem do Iraí. Os estudos também vão nortear a construção de mais duas barragens na Região Metropolitana para evitar que o problema se repita. Pela análise do gerente da área de pesquisa, Cleverson Andreoli, as ações que já foram colocadas em prática estão sendo consideradas positivas.

De acordo com Andreoli há 60 pesquisadores, distribuídos em 14 equipes, estudaram diferentes aspectos da represa. A medida que eles ficam prontos já são colocados em prática para análise dos resultados. Ele explica que as barragens construídas na Região Metropolitana possuem características que facilitam o aparecimento das algas, como a baixa profundidade e o período de residência da água dentro da barragem. Andreoli afirma que a Sanepar, antes de construir a represa do Iraí, já havia realizado estudos para combater o problema, mas as medidas não foram complemente eficazes.

O resultado efetivo de todos estes trabalhos vai ficar pronto em novembro. Mas Andreoli explica que as medidas não podem garantir que o problema não ocorra mais, vão servir para controlá-lo. No próximo ano deve entrar em operação a represa Piraquara II e está em fase de avaliação a construção da represa do Rio Miringuava.