Buraco de rápida solução. Essa é a definição dada pelo proprietário da padaria Rei do Pão, Bruno Pasini Marconi, que testemunhou um motoqueiro se acidentar em frente ao estabelecimento dele por conta do buraco formado no cruzamento das ruas Mateus Leme e Inácio Lustosa, no bairro Centro Cívico.
Segundo Marconi, as chuvas da semana passada colaboraram para agravar a situação do asfalto desgastado da região, que ele considera “estar afundando” ao redor do Shopping Mueller. “O asfalto aqui na região sofre um desgaste enorme com esse trânsito e quando vem a chuva o resultado são essas fendas. Mas não vejo que o problema seja o buraco, mas a demora em consertar. Esse está sendo rápido, mas teve aquele da Trajano Reis que levou mais de um mês e só depois do Caça-buracos mostrar que teve solução”, avalia. “O problema é o risco de gente se machucar”.
E em toda a região do Shopping Mueller é fácil de notar o desgaste tanto do asfalto quanto das calçadas. Seguindo pela rua Inácio Lustosa em direção à Avenida Cândido de Abreu, na calçada em frente à Casa das Torneiras há dez dias há um buraco que já recebeu visitas da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), mas ainda não foi fechado. “Tem uns dez dias que chamamos o serviço e a equipe instalou um T Corneta e deixou assim”, explicou o vendedor Lourenço Coletti.
| Gerson Klaina |
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| Também na Inácio Lustosa, obra da Sanepar já dura mais de dez dias. |
São tantos buracos ao redor do shopping, que há aqueles que atribuem de forma equivocada que esses problemas são gerados pelo rio Belém, que corta a região. “Isso não faz o menor sentido, o tipo de fundação das construções são indiretas que servem para ancorar as obras em profundidades mais avançadas, ou seja, o rio não tem a menor influência”, esclarece o arquiteto especializado em patologias da construção civil urbana Sylvio Nogueira.
Outra hipótese para o surgimento periódico de fissuras e buracos é o emaranhado de fios e tubulação da infraestrutura de cabeamento óptico, telefonia, esgoto e captação de chuvas ali localizados. “É um abre e fecha de várias empresas, até para ver de quem é a responsabilidade do reparo é difícil. Isso acaba interferindo em outras redes. Se danifica uma galeria, por exemplo, começa a desgastar o asfalto até abrir o buraco”, explicou um funcionário da equipe de obra, que não quis ser identificado.
Segundo a Sanepar, o buraco na calçada da Inácio Lustosa com a Cândido de Abreu foi aberto por um conserto de rede realizado na sexta-feira passada (3) e a equipe tem cinco dias úteis para fazer a recomposição da calçada, ou seja, o prazo para tapar termina hoje. Já na esquina da Mateus Leme com a Inácio Lustosa, a Secretaria de Obras Públicas enviou funcionários ao local pela manhã e eles verificaram problema de erosão em uma galeria que seria da Sanepar.
A companhia de saneamento também deslocou um fiscal à região e detectou problema na rede de drenagem, cuja responsabilidade é do município.
Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, por volta de 16h30, o pessoal da prefeitura tampava o buraco. Procurada novamente pela reportagem em relação ao impasse na solução do problema, a pasta de Obras informou às 18h que a questão precisa ser melhor avaliada e provavelmente seja resolvida hoje.
Enquanto a solução não vem, a Secretaria de Trânsito organiza o fluxo de veículos no cruzamento.




