Talvez o excesso de pó que toma conta de toda a extensão da Rua Hellena Bettecek também acoberte a necessidade de obras de pavimentação e esgoto por parte do poder público. Para a falta de rede de esgoto, a saída de muitos é extravasar as fossas com tubulações improvisadas que jogam os dejetos no bueiro. Quanto ao pó, eles passaram a conviver com a realidade de manter a casa fechada o tempo inteiro, a garganta seca e o “cabelo duro”.

Moradora antiga da rua, Araci de Paula Santos Cavalcanti conta que os prejuízos são incalculáveis. “O técnico que veio consertar o computador do meu filho disse que foi a poeira que danificou”, exemplifica. “Cabelo tem que ser lavado diariamente e a roupa nem pode ficar muito tempo no varal porque corre o risco de ter que lavá-la novamente”.

Os carros são um capítulo a parte nessa história. O comentário geral é que nem precisa perder tempo em escolher uma cor, já que os veículos da rua têm todos o tom “marrom poeira”. Em relação ao esgoto, os moradores já consultaram a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para verificar a viabilidade da instalação. Mas a obra esbarrou no alto custo por residência.