Vinte anos após sua inauguração e quatro anos depois de ter sido fechada para reformas, a Rua 24 Horas foi reentregue, nesta sexta-feira (11), aos curitibanos. No entanto, embora haja a opção, nenhuma das lojas já em funcionamento na rua pretende ficar aberta durante as 24 horas do dia.
“A Rua 24 Horas foi modelo no país, com os primeiros estabelecimentos a funcionar o dia todo, sem fechar. Agora volta com um conceito diferente, que as lojas funcionam de acordo com a demanda, algumas já saem 24 horas, outras podem optar na sequência dependendo do fluxo de lojistas”, disse o prefeito Luciano Ducci.
Proprietário da tradicional revistaria da 24 Horas, o empresário Roberto Amaral disse que quer funcionar o dia todo a partir de 2012. “Sempre funcionamos 24 horas, agora, inicialmente, pretendemos atender das 7h às 23h. Vamos estudar neste primeiro mês para depois ver com outros lojistas se vale a pena voltar a funcionar sem fechar”, disse.
Amaral destacou as inovações na área de segurança, com a contratação de uma empresa privada e a instalação de câmeras, e a alteração na forma de arrendamento das lojas como as mudanças que voltaram a atrair lojistas para a rua. “Estou há 20 anos na Rua. Entrei aqui no dia que foi inaugurada e só saí quando nos mandaram porque ia fechar”, disse.
Na tentativa de convencer os colegas a abrir durante as 24 horas do dia, Amaral terá dificuldades de convencer o jornalista Luiz Alberto (Kako) Mazanek, que levou seu Porco Nobre para o lugar.
“Vamos funcionar até 23h inicialmente. Em dias de muito movimento, como fim de semana, férias, podemos ir mais longe, no máximo até a 1h. Só viemos para cá porque não é obrigatório abrir 24 horas”, disse, explicando que não é o perfil de seu negócio.
Caco disse que decidiu abrir uma filial de sua sanduicheria na rua por conta da mudança de perfil do centro da cidade. “É um momento interessante, de resgate do patrimônio, do centro da cidade. A intenção é aproveitar o entorno que cresceu muito. Teremos uma rua de serviços durante o dia, atendendo a demanda das pessoas que trabalham por aqui no almoço, e de turismo à noite, ponto de encontro de amigos, de turistas”, disse.
O prefeito Luciano Ducci concordou com o empresário, dizendo que a Rua 24 Horas voltou a ser atrativa para os lojistas por conta da garantia de segurança e “a mudança do perfil do centro da cidade, a região que mais cresceu nos últimos anos”.
O prefeito também destacou a mudança no modelo de gestão do espaço, antes por conta da Urbs e, agora, licitado à iniciativa privada. “Fizemos uma licitação, tem uma administradora dos contratos, uma equipe profissional e pelas empresas reconhecidas nacionalmente que estão se instalando aqui já vimos o sucesso desta fórmula. Vai se dar uma nova dinâmica à rua”, disse.
“A Rua 24 Horas é um dos ícones da cidade de Curitiba e nosso governo tem essa preocupação de recuperar os ícones da cidade, fizemos isso com o Jardim Botânico, a Praça Tiradentes, o Paço Municipal. São espaços que o curitibano se acostumou e merece ter de volta reestruturados”, concluiu o prefeito.
A nova 24 Horas também será o marco inicial do turismo na cidade. Na rua está instalado um espaço da secretaria municipal de turismo para venda de pacotes e passeios e, também para informações turísiticas. E será na 24 Horas o ponto de partida da Linha Turismo, o ônibus que circula por todos os cartões postais da cidade.
Até a oposição aprovou o novo espaço. “Nao tenho dúvida que sou um dos vereadores que mais cobraram, com pedidos de informações, levando a comissão de urbanismo para visitar as obras e questionando a demora. Agora que está pronta faço questão de, na inauguração, reconhecer a ótima qualidade do projeto e da obra. Curitiba ganha de volta mais um importante espaço p&uac,ute;blico”, disse o vereador Jonny Stica (PT).
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