| Foto: Arquivo |
| Cachimba: vida útil só até fim do ano. continua após a publicidade |
Está mantida a licitação para implantação e concessão do novo sistema de tratamento do lixo gerado por Curitiba e outros 15 municípios da região metropolitana. O processo havia sido cancelado no início da semana passada, mas a liminar foi derrubada na sexta-feira pelo presidente em exercício do Tribunal de Justiça, Antônio Lopes de Noronha. Ao todo, 64 empresas compraram o edital de concorrência e devem entregar as propostas hoje.
O tempo de vida útil do aterro da Cachimba expira no fim do ano e as cidades buscam solução para as 2,4 mil toneladas de lixo produzidas por dia. O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, que reúne as 16 cidades, elaborou novo modelo de tratamento do lixo obedecendo a lei federal de saneamento. Com a implantação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar), a quantidade de materiais que chegará ao aterro sanitário cairá para 15% do volume atual. O restante passará por processos de reciclagem, tantos os materiais orgânicos como os inorgânicos. O consórcio, através da licitação, escolherá as empresas e as tecnologias usadas no processo.
Recurso
Mas a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais e a MB Engenharia e Meio Ambiente não concordam com a forma como o processo é conduzido e entraram na Justiça para cancelar o edital. Alegam que é impossível viabilizar a formulação de propostas técnicas e dos preços para participar da licitação sem conhecer o local onde será instalado o aterro.
O desembargador do Tribunal de Justiça, Salvatore Astuti, concedeu o pedido de liminar na segunda-feira, cancelando a licitação, mas a decisão foi derrubada pelo presidente em exercício do TJ, Antônio Lopes de Noronha. Agora só cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça.
Ameaça de colapso em 16 municípios
Por fim, o consórcio alega que se o processo de licitação não seguir o cronograma, os 16 municípios podem ter problemas para a destinação do lixo, já que o aterro da Cachimba está com os dias contados. Essa situação poderia colocar em risco a saúde da população, afetar a economia e o meio ambiente. ?O Tribunal entendeu que o processo é regular, colocando em primeiro plano os interesses públicos relacionados ao tratamento do lixo?, avaliou o procurador-geral do município, Ivan Bonilha (foto). Ainda tramita na Justiça outra ação pedindo o cancelamento do edital.